O valor médio do quilo do suíno vivo no Brasil subiu de R$ 5,36 para R$ 5,56 na última semana, incremento de 3,7%, segundo levantamento da Safras & Mercado. O movimento de alta também alcançou a carne suína no atacado, reflexo do ajuste da oferta de animais ao ritmo de compra dos frigoríficos.
Para o analista Allan Maia, da Safras & Mercado, o mercado segue com viés positivo e pode registrar novos reajustes no curto prazo, sustentado pela maior fluidez das vendas e pela expectativa de aumento do consumo. Apesar do avanço, produtores apontam que as correções ainda não recuperaram plenamente as margens da atividade.
Atacado registra altas expressivas
A referência da carcaça suína no atacado passou de R$ 8,90 para R$ 9,33 por quilo, alta de 4,8%. O pernil saiu de R$ 10,28 para R$ 10,51 por quilo, valorização de 2,2%. Maia destaca que a maior disponibilidade de renda das famílias e a competitividade da carne suína frente a outras proteínas devem manter a demanda aquecida.
Correções regionais do suíno vivo
São Paulo: arroba subiu de R$ 114 para R$ 122 (+7%).
Rio Grande do Sul: interior de R$ 5,40 para R$ 5,75; integração estável em R$ 4,80.
Santa Catarina: interior de R$ 5,35 para R$ 5,70; integração mantida em R$ 4,65.
Paraná: mercado livre de R$ 5,40 para R$ 5,65; integração em R$ 5,05.
Campo Grande (MS): R$ 5,30 para R$ 5,60; integração em R$ 4,65.
Goiânia (GO): R$ 5,80 para R$ 6,00.
Interior de Minas Gerais: R$ 6,20 para R$ 6,50; mercado independente de R$ 6,40 para R$ 6,60.
Rondonópolis (MT): R$ 5,45 para R$ 5,65; integração em R$ 4,65.
Exportações somam 132,1 mil t em setembro
Os embarques brasileiros de carne suína (in natura e industrializada) totalizaram 132,1 mil toneladas em setembro, de acordo com a Safras & Mercado. No segmento in natura, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam 118,742 mil toneladas exportadas, com receita de US$ 269,609 milhões.
Considerando os 21 dias úteis do mês, a média diária foi de 5,654 mil toneladas e US$ 12,838 milhões. O preço médio de exportação ficou em US$ 2.270,50 por tonelada. Na comparação com setembro de 2025, houve retração de 11,4% na quantidade média diária, redução de 22,1% na receita e queda de 12% no preço por tonelada.
No mercado interno, o ajuste da oferta e a demanda firme sustentam as cotações, mas a recomposição das margens segue como desafio para os suinocultores.
Com informações de Portal do Agronegócio
