São Paulo, 12 de outubro de 2026 – Monitoramento por satélite realizado entre 2014 e 2023 aponta que o solo de importantes centros urbanos está cedendo em diferentes velocidades ao redor do planeta. A pesquisa, chefiada pelos cientistas Shengli Tao e Xie Hu, avaliou 465 cidades de 107 países para medir a magnitude e a distribuição da subsidência.
Diferenças marcantes entre as localidades
A Cidade do México apresentou os episódios mais rápidos de rebaixamento em áreas específicas, chegando a aproximadamente 217 milímetros por ano (21,7 centímetros). Considerando toda a capital mexicana, a mediana ficou em 8 milímetros anuais. Já em Torreón, também no México, a taxa média observada foi de 17 milímetros por ano.
Na comparação regional, a Ásia concentrou algumas das piores estatísticas. Em Medan, na Indonésia, a mediana alcançou cerca de 33 milímetros anuais. Bandung, no mesmo país, registrou 22 milímetros, enquanto Isfahan, no Irã, apresentou 11 milímetros por ano.
Cidades com terreno estável
O estudo identificou variações de, no máximo, 1,9 milímetro por ano — para cima ou para baixo — em metrópoles como Boston, Nova York, Londres, Pequim, Tóquio, Seul, Sydney, Montevidéu e Nápoles. Segundo os autores, embora baixas, essas taxas ainda exigem acompanhamento contínuo.
Riscos e lacunas de conhecimento
A subsidência pode comprometer edifícios, redes de drenagem e ampliar o perigo de inundações. Apesar dos impactos potenciais, os pesquisadores destacam que há limitações na compreensão do fenômeno: o intervalo analisado de nove anos cobre apenas regiões dentro dos limites administrativos das cidades e depende da densidade de estações de monitoramento terrestre.
Os autores defendem a continuidade das medições via satélite para verificar a persistência das tendências e orientar ações de prevenção em áreas mais vulneráveis.
Com informações de Olhar Digital
