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Polícia Federal recusa proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro

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Brasília – A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, que não aceitará a proposta de acordo de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A defesa do empresário já foi notificada da decisão.

Proposta encaminhada no início do mês

A oferta de colaboração foi entregue em 6 de maio à Procuradoria-Geral da República (PGR) e a investigadores da PF. Embora a corporação tenha rejeitado o conteúdo, a PGR ainda avalia se irá ou não prosseguir com o acerto.

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Situação de custódia

Preso preventivamente desde 4 de março, na terceira fase da Operação Compliance Zero, Vorcaro passou por diferentes unidades prisionais. Inicialmente, esteve no Complexo Penitenciário de Potim (SP) e, em seguida, foi transferido para a Penitenciária Federal de Brasília.

Em 19 de abril, por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, o banqueiro foi levado para a Superintendência da PF na capital federal, onde chegou a ocupar a sala de Estado-Maior anteriormente usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Na segunda-feira, 18 de maio, retornou à carceragem comum da PF, movimento interpretado como indicativo de que o acordo não avançaria.

Avanço das investigações

Um dia após a entrega da proposta de delação, em 7 de maio, a PF deflagrou a quinta fase da Operação Compliance Zero, que teve como alvo principal o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Fontes ligadas à apuração afirmam que o nome do parlamentar não apareceu nos anexos apresentados por Vorcaro.

Na mesma etapa, agentes prenderam temporariamente Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro, depois de ele tentar fugir em um carrinho de golfe durante diligência em Trancoso (BA).

Em 14 de maio, a sexta fase da operação resultou na prisão de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel. Os investigadores apuram suspeitas de ameaças, coação de opositores por um grupo chamado “A Turma” e ocultação de bens ligados ao fundo de investimentos Reag.

Acusação de monitoramento ilegal

A nova prisão de Daniel Vorcaro ocorreu após a PF apontar indícios de que o empresário mantinha uma estrutura particular destinada a vigiar e intimidar desafetos. O advogado José Luís de Oliveira Lima, que conduz a defesa, não tem sido recebido pelo ministro Mendonça nos últimos dias, segundo apuração de veículos de imprensa.

Com a negativa da PF, a continuidade ou não das tratativas de colaboração dependerá exclusivamente da análise da Procuradoria-Geral da República.

Com informações de Gazeta do Povo

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