Brasília – A Polícia Federal apura se valores ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foram usados para pagar despesas do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.
De acordo com investigadores, a suspeita surgiu durante inquérito que mapeia transferências feitas sob a justificativa de financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia internacional sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro prevista para estrear no Brasil em setembro.
Três frentes de verificação
A PF busca esclarecer:
- se o dinheiro efetivamente foi aplicado no projeto audiovisual;
- se houve desvio de finalidade dos repasses;
- ou se parte dos valores bancou a permanência de Eduardo Bolsonaro em solo norte-americano.
Papel de Flávio Bolsonaro
Nos bastidores da investigação, há questionamentos sobre a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas negociações e sobre o destino final dos recursos. Conversas divulgadas pelo site “Intercept Brasil” em 13 de maio mostram Flávio cobrando de Vorcaro verbas prometidas para o longa-metragem.
Montante sob análise
Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicam que a empresa Entre Investimentos intermediou R$ 159 milhões oriundos de fundos associados a Vorcaro. Deste total, o acordo para o filme previa R$ 124 milhões, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos pelo banqueiro.
Em pronunciamentos divulgados pela produtora GOUP Entertainment e pelo produtor executivo Mário Frias, ambos negaram ter recebido recursos de Vorcaro para a obra.
Acusações públicas
Em 14 de maio, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou em vídeo que “o filme era um código” para liberar verba destinada, na verdade, a uma campanha internacional em defesa do ex-presidente. O parlamentar citou movimentação de US$ 2 milhões para um fundo com sede no Texas que teria como sócio um advogado de Eduardo Bolsonaro.
Até o momento, Eduardo Bolsonaro não se pronunciou sobre a investigação.
Com informações de G1

