Integrantes da equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitaram novos levantamentos de opinião para mensurar os efeitos políticos do vazamento de áudios que atingem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto.
As consultas começaram a ser encomendadas na quarta-feira, 13 de maio, um dia após o site The Intercept Brasil divulgar gravações em que Flávio pede recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar a produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Reação dentro da campanha petista
Segundo dirigentes petistas, os primeiros monitoramentos em redes sociais indicam desorganização entre perfis de direita desde a publicação dos áudios. Avalia-se ainda que Flávio, antes visto por parte do eleitorado como figura moderada, passou a ser associado de forma mais direta ao governo do pai.
No entorno do presidente Lula, a percepção é de que aliados de Jair Bolsonaro ainda não definiram uma estratégia unificada para responder ao episódio.
Detalhes dos áudios
As conversas reveladas mostram Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro discutindo os custos do longa-metragem. Uma das ligações teria ocorrido em 15 de novembro de 2025, véspera da primeira prisão do banqueiro na Operação Compliance Zero e dois dias antes da liquidação do Banco Master.
De acordo com a reportagem do Intercept, pelo menos R$ 61 milhões foram repassados entre fevereiro e maio de 2025, em seis transações. O valor negociado chegaria a R$ 134 milhões, mas não há comprovação de que todo o montante tenha sido efetivamente transferido.
Parte dos recursos teria saído da Entre Investimentos e Participações, que atuaria com empresas ligadas a Vorcaro, em direção ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas (EUA) e, segundo o site, vinculado a aliados do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Com informações de Metrópoles

