Brasília – A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar a entrada no Brasil de cinco malas que não passaram por inspeção aduaneira. Os volumes chegaram em 20 de abril de 2025, no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP), em voo particular que transportava o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e outros 14 passageiros.
O caso, mantido sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), tem relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Conforme relatório da PF, um auditor da Receita Federal teria autorizado o piloto a desembarcar a bagagem fora do raio-X, sem qualquer verificação.
Empresário dono da aeronave
A aeronave pertence ao empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como “Fernandin OIG”, proprietário de plataformas de apostas online, entre elas o “jogo do tigrinho”. O empresário foi alvo da CPI das Bets em 2024.
Possíveis crimes
A investigação apura suspeitas de facilitação de contrabando ou descaminho e de prevaricação. O relatório policial destaca que ainda não é possível determinar o conteúdo das malas ou a quem elas pertenciam, mas observa que não se pode descartar eventual participação de passageiros com foro privilegiado.
PGR terá cinco dias para se manifestar
Moraes solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronuncie sobre o caso em até cinco dias.
Manifestações dos envolvidos
Hugo Motta confirmou a viagem e afirmou ter seguido todos os protocolos aduaneiros. Já o empresário e o piloto declararam que a bagagem era de propriedade do comandante e que o desembarque ocorreu conforme as normas vigentes.
A reportagem procurou a Polícia Federal, que ainda não se manifestou.
Com informações de Gazeta do Povo

