A mais recente rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta sexta-feira (14/6), indica diminuição do apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em diferentes segmentos do eleitorado. No cenário de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 44% das intenções de voto, contra 38% do pré-candidato do PL. Em março, ambos estavam tecnicamente empatados.
Perdas regionais
O levantamento mostra retração de Flávio Bolsonaro sobretudo no Sudeste e no agrupamento Centro-Oeste/Norte. No Sudeste, onde chegou a liderar por 12 pontos em abril, o senador agora está em empate técnico com Lula. No Centro-Oeste/Norte, a distância a favor de Flávio caiu de 14 para 2 pontos após oscilação negativa de oito pontos.
Jovens mudam de lado
Entre eleitores de 16 a 34 anos, único segmento etário em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro liderava, Lula passou à frente. O petista também mantém vantagem nas faixas de 35 a 59 anos (44% a 38%) e entre os maiores de 60 anos (44% a 37%).
Voto feminino amplia vantagem de Lula
O eleitorado feminino, historicamente resistente à família Bolsonaro, ampliou a preferência por Lula. Entre as mulheres, o presidente abriu distância maior; entre os homens, Flávio soma 44% e Lula 41%, situação configurada como empate técnico pela margem de erro de três pontos percentuais.
Evangélicos continuam, mas em número menor
No segmento evangélico, Flávio Bolsonaro segue na dianteira, porém viu a vantagem cair de 37 para 21 pontos após perda de nove pontos percentuais.
Renda e escolaridade
Entre eleitores que recebem de dois a cinco salários mínimos, a liderança passou de Flávio para Lula. Na faixa acima de cinco salários mínimos, o senador recuou de 51% para 46%, mas ainda mantém 12 pontos de diferença. Quanto à escolaridade, Lula lidera por sete pontos entre pessoas com ensino fundamental; no ensino médio há empate (Flávio 41%, Lula 40%); no ensino superior, a vantagem de Flávio encolheu de 15 para três pontos, também caracterizando empate técnico.
Contexto recente
A mudança de cenário ocorreu após a revelação de que Flávio recebeu R$ 61 milhões do banqueiro preso Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. No mesmo período, os Estados Unidos classificaram as facções PCC e CV como organizações terroristas e elevaram tarifas a produtos brasileiros, decisões anunciadas depois de visita do senador ao ex-presidente Donald Trump e a autoridades norte-americanas.
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, observa que a perda de apoio do pré-candidato do PL ocorre entre eleitores considerados independentes, fora da base tradicional do PT.
Com informações de G1

