A pesquisa Quaest de junho, divulgada nesta quarta-feira (10), indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) numa simulação de segundo turno para a eleição de 2026. Segundo o levantamento, Lula venceria hoje com 44% das intenções de voto, contra 38% do adversário. A distância, agora de seis pontos percentuais, era de apenas um ponto em maio.
Desempenho no 1º turno
No cenário de primeiro turno, o petista lidera com 39%, dez pontos à frente de Flávio Bolsonaro, que aparece com 29%. Em maio, o senador somava 33%. Os demais pré-candidatos continuam em patamar reduzido: Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) registram 3% cada, enquanto Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo) têm 2% cada. Todos se mantêm tecnicamente empatados pela margem de erro de dois pontos percentuais.
Voto independente pende para Lula
Entre os eleitores que se declaram independentes — cerca de um terço do eleitorado —, Lula subiu de 29% para 37% na simulação de segundo turno. Flávio Bolsonaro caiu de 31% para 24%, abrindo vantagem de 13 pontos para o presidente nesse segmento.
Impacto do caso Master
A Quaest aponta que 65% dos entrevistados consideram equivocada a solicitação de recursos feita por Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, e 58% veem indícios de ilegalidade no episódio. O caso teria contribuído para a queda do senador nas últimas semanas.
Tarifas dos EUA e disputa de versões
O levantamento mostra ainda reflexos das tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Para 47% dos consultados, o aumento teria sido pedido por Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Donald Trump, versão sustentada por Lula. Outros 35% concordam com a explicação do senador, que nega qualquer solicitação. Além disso, 53% avaliam as novas tarifas como negativas para a economia nacional.
Quando questionados sobre o motivo das medidas norte-americanas, 46% enxergam retaliação ao PIX, argumento do Planalto, enquanto 36% atribuem o tarifaço a questões diplomáticas apontadas pelo parlamentar do PL.
Classificação de facções como terroristas
A Quaest revela que 60% dos entrevistados defendem que Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) sejam enquadrados como organizações terroristas. Contudo, apenas 45% aprovam que tal classificação venha do governo dos Estados Unidos.
Aprovação do governo em alta
A avaliação da gestão Lula avançou: 47% aprovam o governo, ante 48% que desaprovam. Em abril, a diferença negativa era de nove pontos. A recuperação é associada a ações econômicas, como o programa Desenrola — que reduziu de 28% para 23% o número de brasileiros que se dizem muito endividados —, a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e medidas para conter o preço dos combustíveis, aprovadas por 53% dos entrevistados.
A pesquisa foi realizada presencialmente em todo o país entre 7 e 9 de junho, ouviu 2.012 eleitores e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Com informações de g1

