O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) promoveu, das 10h às 14h deste domingo (7), a primeira execução do Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição. A ação retirou 1.000 MW do Sistema Interligado Nacional (SIN) para equilibrar oferta e demanda e evitar instabilidade provocada pelo excesso de geração renovável.
O procedimento foi necessário devido ao aumento da micro e da minigeração distribuída, principalmente de painéis solares, e à redução do consumo industrial e comercial decorrente do feriado prolongado. Segundo o ONS, as distribuidoras diminuíram a produção em suas áreas de concessão, enquanto o operador aplicou medidas complementares para limitar o volume de energia injetado na rede.
Coordenação com distribuidoras
A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) informou que as concessionárias seguiram os parâmetros definidos pelo ONS ao realizar cortes em usinas ligadas às redes de distribuição. A entidade ainda fará uma avaliação técnica para apresentar impactos e resultados da operação.
Como funciona o plano
Implantado em 2025 após a identificação do risco de colapso por excesso de geração renovável em períodos de baixa demanda, o plano estabelece protocolos para conter a oferta. O foco são as chamadas usinas Tipo III – pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e unidades a biomassa. Embora não estejam sob controle direto do ONS, essas instalações influenciam o equilíbrio do sistema elétrico.
Episódios de alerta
No ano passado, dois domingos expuseram a vulnerabilidade da rede. Em 10 de agosto, a geração solar chegou a 37,6 % da carga nacional, forçando o ONS a reduzir hidrelétricas e termelétricas e a cortar a produção de grandes parques eólicos e solares.
Regulamentação da Aneel
Atualmente, 12 distribuidoras estão autorizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a executar os cortes previstos, respondendo por cerca de 80 % da capacidade instalada das usinas Tipo III. A regulamentação exige que o ONS envie à agência, até 30 dias após cada acionamento, um relatório técnico com as condições que motivaram a medida e os resultados obtidos.
A expectativa é que novas distribuidoras sejam incluídas em uma segunda fase de implementação do plano.
Com informações de G1

