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Cinco minutos de dança diária podem elevar humor, foco e saúde do cérebro, indicam pesquisadores

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Uma pausa de apenas cinco minutos para dançar, mesmo no meio do expediente, já é suficiente para melhorar disposição, concentração e diversas funções cerebrais, apontam estudos citados por especialistas em saúde e neurociência.

Movimento, ritmo e bem-estar

A combinação entre exercício aeróbico, contato social e expressão criativa torna a dança uma atividade singular, segundo a neurocientista Julia F. Christensen, do Instituto Max Planck de Estética Empírica, na Alemanha. “São três componentes essenciais para a saúde que raramente se encontram juntos em outras práticas”, afirma.

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De acordo com o psicólogo Peter Lovatt, ex-dançarino profissional, humanos nascem inclinados ao ritmo — pesquisas mostram que recém-nascidos já conseguem antecipar padrões musicais. Entretanto, com o tempo, “desaprendem” a dançar, o que reduz uma fonte natural de bem-estar.

Ganho cognitivo comprovado

Ensaios científicos revelam que aprender coreografias complexas favorece memória e raciocínio. Um estudo recente com crianças do ensino fundamental verificou que cinco minutos de dança sincronizada elevaram a atenção em tarefas de matemática realizadas em seguida, além de tornar a atividade mais prazerosa que outros exercícios.

Outro trabalho, conduzido durante 18 meses com pacientes de Parkinson, registrou melhora de equilíbrio e aumento do hipocampo — área cerebral ligada a memória e navegação espacial — após intervenções baseadas em dança.

Efeito imediato no humor

Pesquisas também relacionam a prática regular a reduções de sintomas de depressão, menor risco de demência e maior qualidade de vida. O movimento coordenado libera endorfinas e hormônios associados à criação de vínculos, o que reforça a sensação de bem-estar.

Pausas ativas contra o sedentarismo

Interromper longos períodos sentado é considerado vital: ficar mais de 30 minutos na mesma posição aumenta o risco de câncer e mortalidade precoce, segundo dados recentes. Pequenas sessões de atividade física — como dançar — quebram esse ciclo e favorecem a saúde geral.

Como começar

Christensen recomenda selecionar músicas favoritas e imitar coreografias disponíveis on-line. Para ampliar o benefício social, aulas presenciais ou em grupo são boas opções. A principal barreira, aponta Lovatt, é a insegurança de muitos adultos. “Todo corpo é um corpo que dança”, reforça.

O biomecânico Vassilios Panoutsakopoulos, da Universidade Aristóteles de Tessalônica, acrescenta que exercícios regulares elevam autoestima e autocontrole, já que dançarinos precisam memorizar e executar sequências de movimentos. “Se surgir a oportunidade, aproveite ao máximo”, diz.

Vídeos na internet oferecem rotinas curtas adequadas a diferentes níveis de habilidade. Para iniciantes, especialistas sugerem escolher passos simples e progredir conforme a confiança aumenta.

Com informações de BBC News Brasil

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