Os partidos em São Paulo já movimentam suas bases para definir os nomes que disputarão as duas cadeiras do estado no Senado Federal nas eleições de outubro. Até o momento, sete políticos se apresentam como pré-candidatos, aguardando homologação nas convenções partidárias marcadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o período de 20 de junho a 5 de agosto.
Três nomes ligados à direita
O ex-secretário da Segurança Pública paulista Guilherme Derrite (PP) integra a chapa de direita que tem Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial e Tarcísio de Freitas (Republicanos) buscando a reeleição ao governo estadual. Derrite trocou o PL pelo PP no ano passado para viabilizar sua postulação ao Senado.
Na mesma aliança aparece André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. Sua indicação dependia do aval de Eduardo Bolsonaro, considerado inicialmente o favorito para a vaga após ter o mandato de deputado federal declarado vago pela Câmara.
Correndo por fora no mesmo espectro político, o deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo) lançou-se pré-candidato após desentendimentos públicos com Eduardo Bolsonaro e com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Três ex-ministros aliados de Lula
Do outro lado, três ex-integrantes de governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também pretendem concorrer: Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB). A permanência dos três na disputa depende de um acordo interno, pois um deles pode deixar a corrida para assumir a vice na chapa do petista Fernando Haddad ao governo de São Paulo.
Representante do Centrão
Com trajetória no Centrão, Paulinho da Força (Solidariedade) completa a lista. Deputado federal desde 2007, ele está no quinto mandato consecutivo e tenta chegar ao Senado pela primeira vez.
Regras para a pré-campanha
Nesta fase preliminar, os pré-candidatos podem mencionar suas pretensões em entrevistas, debates e redes sociais, apresentar propostas e participar de eventos partidários fechados. Também é permitido realizar viagens políticas, dialogar com setores econômicos e buscar apoio, desde que não façam pedido explícito de voto.
Além de escolher dois senadores, o eleitor paulista votará em presidente da República, governador, deputado federal e deputado estadual.
Com informações de Metrópoles

