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Oferta elevada mantém preços do frango estáveis no Brasil apesar de avanço das exportações

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Os preços do frango vivo e da carne de frango permaneceram sem oscilações significativas no mercado brasileiro ao longo da semana encerrada em 14 de agosto de 2026. A avaliação é da consultoria Safras & Mercado, que aponta a grande disponibilidade de animais como principal fator de contenção de uma recuperação mais forte das cotações.

Oferta supera demanda interna

De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, o equilíbrio entre produção e consumo segue pressionado pela alta oferta. Mesmo em um período historicamente favorável ao consumo, as cotações no atacado continuam sob pressão, evidenciando a necessidade de controle dos alojamentos para que os preços se firmem.

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Exportações em ritmo acelerado

Dados da Secretaria de Comércio Exterior indicam que, nos cinco primeiros dias úteis de agosto, o país embarcou 149,777 mil toneladas de carne de frango in natura e miudezas, com média diária de 29,955 mil toneladas. A receita alcançou US$ 299,974 milhões, equivalente a US$ 59,994 milhões por dia, e preço médio de US$ 2.002,8 por tonelada.

Na comparação com igual período de agosto de 2025, houve aumento de 92,5% no valor exportado, 68,4% no volume e 14,3% no preço médio. A expectativa do setor é superar 5,6 milhões de toneladas exportadas em 2026, estabelecendo novo recorde anual.

Carne bovina cara impulsiona competitividade do frango

A manutenção dos preços elevados da carne bovina reforça a demanda por frango, que segue mais acessível ao consumidor. Esse diferencial de preços intensifica a preferência pela proteína avícola, contribuindo para a sustentação do consumo interno.

Custos de ração sob controle

A maior oferta de milho e farelo de soja, principais itens da dieta das aves, ajuda a conter os custos de produção, preservando as margens mesmo em um cenário de preços domésticos contidos.

Cotações do frango vivo

Levantamento semanal da Safras & Mercado mostra estabilidade nas principais praças produtoras:

  • São Paulo: R$ 5,00/kg
  • Integrações do Sul: Rio Grande do Sul e Santa Catarina a R$ 4,75/kg; Oeste do Paraná a R$ 4,65/kg
  • Centro-Oeste: Mato Grosso do Sul e Goiás a R$ 4,55/kg; Minas Gerais e Distrito Federal a R$ 4,60/kg
  • Norte/Nordeste: Ceará a R$ 6,80/kg; Pernambuco a R$ 7,00/kg; Pará a R$ 7,20/kg

Preços no atacado paulista

No mercado de São Paulo, os cortes permaneceram estáveis:

  • Cortes congelados – atacado: peito R$ 8,10/kg, coxa R$ 6,50/kg, asa R$ 11,50/kg
  • Cortes congelados – distribuição: peito R$ 8,30/kg, coxa R$ 6,70/kg, asa R$ 11,75/kg
  • Cortes resfriados – atacado: peito R$ 8,20/kg, coxa R$ 6,60/kg, asa R$ 11,60/kg
  • Cortes resfriados – distribuição: peito R$ 8,40/kg, coxa R$ 6,80/kg, asa R$ 11,85/kg

Com oferta interna elevada, custos de ração relativamente estáveis e exportações em alta, o setor avícola segue atento ao ajuste de produção para evitar nova pressão sobre os preços nos próximos meses.

Com informações de Portal do Agronegócio

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