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Mercado de algodão tem pouca liquidez no Brasil, enquanto USDA prevê safra mundial maior

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O mercado físico de algodão no Brasil terminou a semana de 14 de agosto de 2026 com volume reduzido de negociações, resultado da oferta limitada de pluma e da postura cautelosa de compradores domésticos e exportadores. Apesar do ritmo lento, as cotações registraram ligeira alta nas principais praças produtoras.

Preços sobem em Rondonópolis

Em Rondonópolis (MT), a libra-peso foi negociada na quinta-feira (13) a R$ 4,05, equivalente a cerca de R$ 133,85 por arroba. Na semana anterior, o valor era de R$ 4,02 por libra-peso (R$ 132,87 por arroba), avanço de 0,74%.

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Indústria adota compras pontuais

No polo industrial de São Paulo, o algodão colocado subiu 0,96% em sete dias, alcançando R$ 4,22 por libra-peso ante R$ 4,18 na quinta-feira anterior. As fábricas seguem adquirindo matéria-prima apenas para necessidades imediatas.

Exportações brasileiras encontram oferta restrita

Segundo a Safras Consultoria, houve demanda de exportadores para embarques vinculados ao contrato dezembro/26, com prazo de cerca de 30 dias. A disponibilidade pequena de pluma, porém, limitou novos negócios.

USDA ajusta números dos Estados Unidos

No relatório de agosto, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou a produção norte-americana em 13,61 milhões de fardos para a temporada 2026/27, abaixo dos 13,7 milhões projetados anteriormente. Para 2025/26, a colheita continua estimada em 13,9 milhões de fardos.

As exportações dos EUA foram mantidas em 12,3 milhões de fardos para 2026/27, com consumo interno de 1,6 milhão. Os estoques finais devem fechar a safra 2026/27 em 4 milhões de fardos, levemente inferiores aos 4,1 milhões calculados no relatório anterior; para 2025/26, a previsão é de 4,2 milhões.

Safra mundial é elevada para 117,63 milhões de fardos

O USDA revisou para cima a produção global de algodão em 2026/27, de 117,26 milhões para 117,63 milhões de fardos. O volume, porém, segue abaixo dos 121,97 milhões projetados para 2025/26.

As exportações mundiais foram ajustadas de 43,34 milhões para 43,82 milhões de fardos. O consumo global passou a 122,92 milhões, superando os 121,95 milhões previstos em julho. Com isso, a estimativa de estoques finais globais caiu de 71,22 milhões para 69,69 milhões de fardos; para 2025/26, o estoque projetado é de 74,8 milhões.

Brasil ganha espaço nas projeções

Para a temporada 2026/27, a produção brasileira foi elevada de 18 milhões para 18,25 milhões de fardos, reforçando o papel do país entre os principais fornecedores da fibra. As estimativas para outros grandes produtores ficaram estáveis: China, 33,5 milhões de fardos; Índia, 24 milhões; Paquistão, 5,1 milhões.

Com oferta limitada no mercado interno e expectativa de maior produção global, agentes acompanham o comportamento dos preços em Nova York, o ritmo das exportações brasileiras e as condições das principais lavouras mundiais.

Com informações de Portal do Agronegócio

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