Mato Grosso caminha para encerrar a safra 2025/26 com o maior volume de milho já registrado no Estado. Levantamento divulgado em 22 de julho pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta produção de 57,06 milhões de toneladas, superando a estimativa anterior do próprio instituto e os 55 milhões de toneladas calculados recentemente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Produtividade impulsiona a revisão
Dados coletados pelo projeto Imea em Campo apontam produtividade média de 128,64 sacas por hectare, crescimento de 6,95% sobre a previsão inicial. A área semeada permanece em 7,39 milhões de hectares, alta anual de 1,83%. Combinados, os dois fatores resultam em avanço de 2,92% na produção total.
Coleta de dados em 82 municípios
Entre maio e julho, equipes técnicas percorreram 30.829 quilômetros, realizaram 833 avaliações em 82 municípios e cobriram 96,4% da área cultivada com milho de segunda safra. Foram analisados população de plantas, número de espigas por hectare, peso e umidade dos grãos, além da incidência de pragas, doenças e plantas daninhas.
Desempenho regional
O Médio-Norte concentrou a maior proporção de lavouras classificadas como excelentes, enquanto o Centro-Sul registrou o maior índice de áreas muito ruins, consequência de atrasos no plantio provocados pelo excesso de chuvas no início do ciclo.
Sanidade e pragas
O cenário fitossanitário é considerado favorável. Leptoglossus foi identificado em 14,41% das áreas e Spodoptera spp. em 9,24%. O enfezamento apareceu em 2,64% das avaliações, com maior incidência no Oeste.
Espigas mais produtivas
A pesquisa aponta média de 54,4 mil espigas por hectare. O número de grãos por espiga aumentou 4,82% em relação à safra passada e o peso médio dos grãos subiu 0,80%, reforçando o potencial produtivo das lavouras.
Comercialização e custos
Até julho, 51,41% da colheita estimada já estava vendida a preço médio de R$ 43,10 por saca. Para a temporada 2026/27, 7,90% da produção futura foi negociada antecipadamente, a R$ 44,76 por saca.
O Imea projeta custo total de R$ 7.418,49 por hectare para a próxima safra, alta de 10,30% sobre o ciclo anterior. O custeio operacional deve alcançar R$ 3.799,42 por hectare, elevação de 14,46%.
Com produtividade recorde e avanço tecnológico, Mato Grosso mantém a liderança nacional no cultivo de milho, consolidando-se como um dos principais fornecedores para os mercados interno e externo.
Com informações de Portal do Agronegócio

