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Maria Silvia Monteiro Costa assume o SEER da Saint Paul e destaca papel da neurociência nas decisões de CEOs

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Maria Silvia Monteiro Costa assumiu em 17 de julho de 2026 a direção do SEER – Programa Avançado para CEOs, Conselheiros e Acionistas da Saint Paul Escola de Negócios. A executiva sucede a professora Alexandra Olivares e leva para o curso uma agenda centrada em neurociência, cultura organizacional e inteligência artificial.

Com mais de 20 anos de experiência em comunicação, reputação e desenvolvimento de lideranças, incluindo passagens por Santander e BankBoston, Maria Silvia também coordena, desde 2022, o Comitê de Mentoria da Exame | Saint Paul. Segundo ela, “tomar decisão no Brasil exige mais do que método, dados e capacidade analítica. Exige repertório local”.

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Desafios do contexto brasileiro

A nova diretora lembra que o país reúne empresas globais e tecnologia avançada lado a lado com informalidade, desigualdade e instabilidade regulatória. Para decidir bem, afirma, é preciso enxergar o ambiente como um sistema aberto, no qual fatores econômicos, políticos, sociais e culturais se influenciam mutuamente. “Decidir bem nesse contexto é saber ler o mapa formal e também o território real”, reforça.

Neurociência aplicada à liderança

Maria Silvia defende que nenhuma decisão corporativa é totalmente racional. Medo, aversão a perdas e excesso de confiança costumam atravessar escolhas estratégicas, e a complexidade do mercado brasileiro tende a acentuar esses vieses. O SEER, diz ela, busca ampliar a consciência do líder sobre esses atalhos mentais. “Decidir melhor não é eliminar a subjetividade, mas reconhecê-la e integrá-la com dados, escuta e visão sistêmica.”

IA como aliada, não substituta

Para a executiva, a inteligência artificial modifica a forma como gestores coletam informações, simulam cenários e analisam números, mas não transfere a responsabilidade final da escolha. “A IA pode ampliar a capacidade analítica, reduzir assimetrias e revelar padrões, mas não substitui julgamento, ética, empatia, experiência, coragem e leitura de contexto”, diz.

Estrutura do programa

O SEER possui carga horária de 124 horas, distribuídas em encontros mensais que reúnem CEOs, conselheiros e acionistas. Ao assumir a direção, Maria Silvia pretende fortalecer a comunidade formada pelo curso. “Quero manter vivos os aprendizados dessa jornada e consolidar uma liderança mais consciente, preparada e ancorada aos desafios do mundo contemporâneo”, afirma.

A proposta, segundo ela, é tratar a decisão como fenômeno vivo, que exige combinação de dados, cultura e consciência para enfrentar cenários de alta responsabilidade.

Com informações de Exame

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