','

'); } ?>

Trump alega “vulnerabilidades chocantes” no sistema eleitoral dos EUA e acusa China de interferência

Publicidade

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em um discurso em rede nacional na noite de quinta-feira (16/07) que o sistema de votação americano apresenta “vulnerabilidades chocantes” e acusou a China de tentar influenciar as eleições de 2020 a favor de Joe Biden.

A fala, de pouco mais de 30 minutos, ocorreu na Casa Branca a menos de quatro meses das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro, quando serão escolhidos novos membros da Câmara dos Deputados e do Senado.

Publicidade

Arquivos de inteligência desclassificados

Trump disse ter retirado o sigilo de “centenas de arquivos de inteligência” que comprovariam a suposta interferência chinesa há seis anos. Segundo o presidente, Pequim teria obtido ilegalmente 220 milhões de registros de eleitores, contendo dados pessoais, e teria “comprado, roubado ou hackeado” informações de eleitores em 18 Estados.

As primeiras análises dos documentos divulgados pela Casa Branca – muitos deles com trechos censurados – não indicaram novas provas de fraude eleitoral ou atuação chinesa. A comunidade de inteligência dos EUA já havia concluído, em relatório de 2021 do Conselho Nacional de Inteligência, que a China não interferiu nem tentou alterar o resultado da disputa presidencial de 2020.

Reações imediatas

Em nota enviada à agência Reuters, a embaixada chinesa em Washington declarou que “Pequim nunca interferiu e nunca interferirá nas eleições presidenciais” dos Estados Unidos. A BBC procurou o Ministério das Relações Exteriores da China para comentar o assunto.

Líderes democratas acusaram Trump de tentar semear dúvidas sobre a segurança do pleito de novembro. “Na América, os eleitores escolhem seus líderes, não o contrário”, escreveu o senador Chuck Schumer nas redes sociais. A ex-vice-presidente Kamala Harris afirmou, no Facebook, que o presidente “quer que vocês percam a confiança em nosso sistema eleitoral para que fiquem em casa em novembro”.

Máquinas de votação e denúncias adicionais

Trump declarou que equipamentos de votação dos EUA estão “extremamente expostos” a ataques de Rússia, China e Irã. Ele também citou uma investigação da polícia de Michigan que teria identificado um esquema de fraude em registros de eleitores ligado ao Partido Democrata, alegando que o FBI impediu avanços no caso. Nenhuma prova foi apresentada de que votos tenham sido alterados ou urnas eletrônicas hackeadas.

O presidente acrescentou que o Departamento de Segurança Interna identificou 278 mil não-cidadãos registrados para votar, mas não informou se algum deles chegou a participar de eleições.

Pressão pelo SAVE America Act

Ao final do pronunciamento, Trump voltou a defender a aprovação do SAVE America Act, projeto que restringe o voto pelo correio, exige comprovante de cidadania para registro eleitoral e documento de identidade com foto no momento da votação. A proposta está parada no Senado há vários meses.

O discurso acontece após pesquisa Washington Post-Ipsos apontar queda do índice de aprovação de Trump para 37%, em meio a preocupações do eleitorado com o custo de vida e a guerra em curso contra o Irã.

Trump encerrou conclamando os eleitores a pressionarem seus representantes para aprovar a lei antes das eleições de meio de mandato.

Com informações de BBC News Brasil

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *