O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta segunda-feira (20), em Berlim, que não vê “turbulência” no cenário eleitoral de 2026 e disse estar “tranquilo” para disputar o quarto mandato no Palácio do Planalto.
Questionado durante coletiva de imprensa na capital alemã, Lula afirmou que encara pleitos como processos democráticos habituais. “Sou o cidadão que mais disputou eleição na história do Brasil, portanto eleição pra mim não tem turbulência”, afirmou.
Críticas aos Estados Unidos
No mesmo encontro com jornalistas, o presidente criticou a atuação dos Estados Unidos em países como Venezuela e Cuba. Segundo ele, nenhuma nação deve interferir na organização política de outra.
“Eu sou contra qualquer país do mundo se meter a ter ingerência política de como a sociedade de um país tem que se organizar ou não. Cadê a autodeterminação dos povos? Direitos humanos? Cadê o respeito à Carta da ONU?”, questionou.
Lula acrescentou: “Quero que os Estados Unidos sejam do jeito que querem ser, a Alemanha se organize do jeito que queira se organizar. Quero que o Brasil se organize do jeito que a sociedade brasileira queira se organizar. Ninguém pode se meter na nossa organização”.
Pesquisa aponta empate técnico
Levantamento Quaest divulgado na quarta-feira (15) mostrou empate técnico entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno em 2026. O parlamentar aparece com 42% das intenções de voto, contra 40% do presidente.
É a primeira vez que Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula numericamente na série histórica do instituto. Em março, ambos tinham 41%. A vantagem do petista era de dez pontos em dezembro, caiu para sete em janeiro, cinco em fevereiro e, agora, virou para dois pontos pró-senador.
Apesar dos números, Lula não comentou diretamente a pesquisa durante a viagem e reiterou que considera o processo eleitoral um momento de normalidade democrática.
Com informações de G1

