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José Dirceu nega “Lulinha paz e amor” e chama Flávio Bolsonaro de “golpista” em festa de 80 anos

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O ex-ministro José Dirceu (PT) aproveitou a comemoração de seus 80 anos, realizada na noite de terça-feira (17), em Brasília, para rechaçar a estratégia moderada do Partido dos Trabalhadores − conhecida como “Lulinha paz e amor” − nas eleições de 2026.

Não é campanha de ‘Lulinha paz e amor’. Precisamos conquistar a maioria do povo brasileiro, esta é uma revolução política e social”, declarou o petista diante dos convidados.

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No discurso, o ex-chefe da Casa Civil classificou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto, como “golpista como o pai”, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado por tentativa de golpe de Estado.

Críticas a alinhamento externo

Dirceu afirmou que, se Flávio vencer a disputa presidencial, “o Brasil será governado por Donald Trump e pelos interesses dos Estados Unidos”, reforçando críticas feitas no domingo (15) durante outra celebração de aniversário, em São Paulo. Segundo ele, o parlamentar “tomou o lado do Trump, o lado da guerra”.

Pré-campanha para a Câmara

No evento, realizado em um restaurante da capital federal, o petista apresentou o jingle de sua pré-campanha a deputado federal. Cassado em 2005 no escândalo do Mensalão, Dirceu pretende retornar à Câmara em 2027.

O ex-ministro também defendeu investigações aprofundadas sobre o Banco Master e supostos descontos irregulares do INSS, lembrando que a ditadura militar foi “justificada primeiro pelo combate à corrupção, depois à subversão”.

Presenças na festa

Entre os convidados estiveram o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Esther Dweck (Gestão e Inovação) e Camilo Santana (Educação).

Contexto das eleições

Em fevereiro, o presidente Lula já havia dito que a eleição deste ano “será uma guerra” e que não há mais espaço para o tom conciliador de 2002. Segundo ele, a disputa será decidida pela “narrativa política”.

Dirceu encerrou o pronunciamento conclamando aliados a “mostrar ao povo o que está em jogo” na campanha de 2026.

Com informações de Gazeta do Povo

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