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Jennifer Finch, baixista do L7, morre aos 59 anos

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Jennifer Finch, baixista e uma das fundadoras do L7, morreu no sábado, 18 de julho, aos 59 anos. A artista havia sido diagnosticada recentemente com um câncer cerebral agressivo; em 2011, ela já enfrentara um câncer de tireoide.

O falecimento foi comunicado pelas demais integrantes do L7 nas redes sociais. No texto, o grupo descreveu Finch como “companheira de banda, irmã e amiga”, destacando seu “espírito feroz, humor e criatividade sem limites” na construção da identidade do quarteto. Embora tivesse se desligado da turnê de despedida The Last Hurrah, marcada para começar em outubro, a baixista pediu que as colegas mantivessem as apresentações.

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Campanha para o tratamento

O diagnóstico foi divulgado publicamente em 13 de julho, quando parentes e amigos lançaram uma campanha no GoFundMe. A expectativa era controlar o tumor com radioterapia, mas complicações exigiram várias cirurgias, ampliando a necessidade de cuidados domiciliares. A arrecadação superou a meta de US$ 350 mil; o montante agora será usado nas despesas fúnebres. Entre os doadores estavam Jeff Ament (Pearl Jam), Kathleen Hanna (Bikini Kill) e Maynard James Keenan (Tool), além de integrantes ou representantes de Green Day, Garbage e Bad Religion.

Da fotografia ao palco

Nascida em Los Angeles em 1966, Finch começou a registrar com sua câmera a cena punk local na adolescência. Fotos de bandas como Bad Religion e The Cramps acabaram exibidas no Rock and Roll Hall of Fame. Ela também aparece no documentário The Decline of Western Civilization (1981), de Penelope Spheeris.

Antes do L7, integrou o Sugar Babydoll, em 1984, ao lado de Courtney Love e Kat Bjelland, e tocou na garage band feminina The Pandoras. Em 1985, formou o L7 com Donita Sparks, Suzi Gardner e Dee Plakas. Mesmo sem saber tocar baixo no início, suas ligações com a cena punk facilitaram as primeiras gravações do grupo.

Ascensão grunge

O álbum de estreia, produzido por Brett Gurewitz e lançado pela Epitaph em 1988, abriu caminho para Smell the Magic (1990), gravado com Jack Endino pela Sub Pop. O maior impacto veio com Bricks Are Heavy (1992), produzido por Butch Vig e lançado pela Slash Records. O single “Pretend We’re Dead” entrou no Top 10 da parada Modern Rock da Billboard, combinando o som grunge com pegada power-pop e letra crítica às estruturas que marginalizam as mulheres.

Finch assinou composições como “Everglade” e ajudou o L7 a promover ações políticas, entre elas o festival beneficente Rock for Choice, iniciado em 1991 em defesa dos direitos reprodutivos femininos.

Saída, novos projetos e retorno

Depois de Hungry for Stink (1994), Finch deixou a banda em 1996. Criou o OtherStarPeople, que lançou um disco pela Interscope, liderou o grupo punk The Shocker e participou do filme Mamãe é de Morte (1994), de John Waters, como integrante da fictícia Camel Lips.

O L7 encerrou atividades em 2001, mas a formação clássica voltou em 2014, rodou o documentário L7: Pretend We’re Dead (2016) e lançou Scatter the Rats (2019) pelo selo Blackheart Records. O quarteto permaneceu ativo até este ano.

Passagens pelo Brasil

A estreia brasileira do L7 ocorreu no festival Hollywood Rock de 1993, no Estádio do Morumbi, em São Paulo (16 de janeiro), e na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro (23 de janeiro), abrindo para o Nirvana. Naquela edição, também tocaram Alice in Chains e Red Hot Chili Peppers. Desde então, o grupo retornou várias vezes ao país; a apresentação mais recente foi no ano passado, em turnê conjunta com o Garbage.

Com a morte de Jennifer Finch, o rock perde uma voz essencial do movimento grunge e feminista dos anos 1990.

Com informações de Pipoca Moderna

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