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Governo intensifica diálogo com União Europeia para evitar bloqueio à carne brasileira

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O Ministério das Relações Exteriores (MRE) reforçou as tratativas com a União Europeia (UE) para tentar reverter a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco, motivada por questionamentos sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.

Segundo fontes do Itamaraty, o ministro Mauro Vieira abordou o tema na última quinta-feira (4) em conversa telefônica com o comissário de Comércio europeu, Maroš Šefčovič. O objetivo é conseguir, ao menos parcialmente, a suspensão da decisão antes de sua entrada em vigor, prevista para setembro.

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Medidas em estudo

Paralelamente, o Ministério da Agricultura e representantes do setor privado discutem soluções técnicas para atender às exigências de Bruxelas, incluindo inspeções presenciais em fazendas e granjas.

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, assegurou que não há falhas sanitárias na produção nacional. “Hoje já existem controles rigorosos; vamos acrescentar mais uma camada de fiscalização, com certificação direta do Ministério da Agricultura”, afirmou. Ele lembrou que as exportações de carne de frango e bovina para a UE somam mais de US$ 1 bilhão anuais.

Decisão formalizada

A União Europeia oficializou a exclusão do Brasil na sexta-feira (5). No documento, o país deixa de constar na relação de fornecedores habilitados de carne bovina, de aves, equinos, tripas, pescado e mel — produtos ainda autorizados na lista de 2024.

Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) declarou confiar no sistema de inspeção sanitária nacional e informou que continua colaborando com o governo no reforço aos controles.

Comparativo regional e global

Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem credenciados a vender carne ao bloco. De acordo com a UE, o Brasil foi o único país excluído por não apresentar todas as informações exigidas. Austrália (ovos), Ucrânia (coelhos) e Ilhas Malvinas (aquicultura) também deixaram a lista, porém por decisão própria de interromper exportações.

Por outro lado, 21 novos países e territórios, entre eles Índia, Indonésia, Sérvia e Nigéria, foram incluídos como fornecedores habilitados.

Com informações de G1

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