A delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) Wanessa Santana Martins Vieira teve o afastamento médico estendido pela quinta vez consecutiva. A nova prorrogação, publicada na edição de 22 de julho do Diário Oficial de Minas Gerais, garante mais 30 dias de licença, contados a partir de 20 de julho.
Sequência de afastamentos
Desde março, a servidora recebeu as seguintes autorizações para se ausentar do trabalho:
- 2 de abril: 30 dias de licença com início em 12 de março;
- 15 de abril: novo período de 30 dias a partir de 11 de abril;
- 9 e 16 de maio: duas publicações idênticas concedendo 45 dias a partir de 11 de maio;
- 1º de julho: mais 25 dias, retroativos a 25 de junho;
- 22 de julho: acréscimo de 30 dias, iniciado em 20 de julho.
Entenda o caso
Wanessa foi presa em flagrante em 10 de março após seu marido, o advogado Renan Rachid Silva Vieira, ser abordado dirigindo uma viatura descaracterizada da corporação num corredor exclusivo do Move, na Pampulha, em Belo Horizonte. A ação ocorreu durante operação da Corregedoria da Polícia Civil.
No dia seguinte, a Justiça mineira concedeu liberdade provisória ao casal mediante fiança de três salários mínimos para cada um. Como medidas cautelares, ambos estão proibidos de deixar as comarcas de Belo Horizonte e Lagoa Santa por mais de 30 dias sem autorização judicial. Eles respondem por peculato.
Licenças prolongadas
A legislação estadual permite licenças médicas sucessivas, desde que cumpridos os requisitos legais e haja avaliação da administração pública. Servidores que somam três meses de afastamento, contínuos ou não, em 12 meses, devem passar por verificação de invalidez, sem implicar aposentadoria automática.
Em nota, a PCMG afirmou que a renovação de licenças para tratamento de saúde ocorre regularmente, conforme previsão legal e avaliação médica.
Outro afastamento na corporação
Também consta no Diário Oficial que, em 11 de junho, a delegada Ana Paula Lamego Balbino teve licença médica estendida por mais 60 dias. Ela está afastada desde agosto do ano passado, dois dias após seu marido, Renê da Silva Nogueira Júnior, ser preso sob acusação de homicídio do gari Laudemir de Souza Fernandes.
Com informações de Metrópoles

