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Exportações do agronegócio brasileiro alcançam recorde histórico no 1º semestre de 2026

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O agronegócio do Brasil registrou o melhor desempenho de sua história no primeiro semestre de 2026. De janeiro a junho, as vendas externas do setor cresceram 6,1% em relação ao mesmo período de 2025 e garantiram novo recorde de receita, impulsionadas principalmente pelo complexo soja, pelas proteínas animais e pelo milho.

Junho supera todas as marcas

Apenas em junho, os embarques somaram US$ 16,6 bilhões, avanço de 14% na comparação anual e o maior valor já apurado para o mês na série histórica.

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Soja mantém liderança

A soja respondeu por cerca de um terço de toda a receita do agronegócio no semestre. Foram 69,6 milhões de toneladas exportadas em grão, alta de 7%, com preço médio internacional também 7% superior, atingindo US$ 418,70 por tonelada. Entre os derivados, o óleo de soja registrou incremento de 30% no volume embarcado, enquanto o farelo avançou 11%, reforçando o faturamento do complexo. A China absorveu aproximadamente 69% das remessas brasileiras de soja.

Proteínas animais em destaque

O segmento de carnes apresentou um dos melhores resultados da pauta exportadora. A carne bovina in natura teve expansão de 16% no volume e valorização de 19% no preço médio, gerando mais de US$ 9 bilhões no semestre. As exportações de carne de frango cresceram 14%, e as de carne suína, 9%, impulsionadas pela demanda asiática e pela competitividade nacional.

MIlho e algodão avançam

Entre os grãos, o milho foi responsável por um crescimento de 22% nos embarques, somando quase 7,9 milhões de toneladas, enquanto os preços permaneceram estáveis. O algodão também teve desempenho expressivo, com aumento de 21% no volume exportado.

Quedas em açúcar, etanol e café

Algumas cadeias apresentaram retração. O setor sucroenergético registrou menor volume de açúcar bruto e refinado, acompanhado de preços internacionais em baixa. O etanol teve redução de 53% nas exportações, e o café verde recuou 17%, mesmo com cotações praticamente estáveis.

China amplia participação

A China consolidou-se como principal destino do agronegócio brasileiro, respondendo por 35% da receita no semestre, o equivalente a cerca de US$ 31 bilhões, crescimento de 10,5% ante 2025. União Europeia e Oriente Médio vieram na sequência. Em sentido oposto, os Estados Unidos perderam participação: a receita obtida caiu mais de 25%, reduzindo sua fatia para 6% do total.

Com o resultado, o agronegócio manteve-se como principal responsável pelo superávit comercial do Brasil, compensando oscilações de preços e incertezas geopolíticas no mercado internacional.

Com informações de Portal do Agronegócio

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