Estados Unidos, Israel e Líbano assinaram nesta sexta-feira (26/6) um acordo trilateral voltado à estabilização do sul do Líbano, após rodadas de negociações conduzidas em Washington.
O Departamento de Estado norte-americano informou que o documento prevê três medidas centrais: desmilitarização do Hezbollah, retirada gradual das Forças de Defesa de Israel (FDI) do território libanês e entrega de áreas hoje controladas por Israel a autoridades de Beirute. Washington também assumiu o compromisso de apoiar o fortalecimento das Forças Armadas Libanesas (FAL).
O pacto foi assinado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pela embaixadora libanesa em Washington, Nada Hamadeh Moawad, e pelo embaixador israelense nos Estados Unidos, Yechiel Leiter.
Primeiras movimentações
Poucas horas depois da cerimônia, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou a saída de militares de duas áreas no sul do Líbano. Segundo o premiê, uma retirada completa depende do desarmamento do Hezbollah.
Reação do Hezbollah
O grupo libanês, que não participou das tratativas, rejeitou as condições do texto. O secretário-geral Naim Qassem declarou que a “resistência continuará a existir”, sinalizando que o desarmamento não será aceito.
Conflito de longa data
Confrontos entre Israel e Hezbollah se estendem há décadas e se intensificaram após o início da guerra na Faixa de Gaza, em 2023. Em fevereiro deste ano, ataques dos EUA e de Israel contra o Irã reativaram a troca de ofensivas entre israelenses e o grupo xiita.
Desde então, o Hezbollah lançou operações contra alvos israelenses na fronteira, enquanto as FDI responderam com bombardeios no sul do Líbano e em pontos de Beirute. Em abril, chegou a ser anunciada uma trégua, que nunca entrou em vigor. O fim das ações militares de Israel em solo libanês também é exigência do Irã nas conversas de paz com Washington.
Não há, por enquanto, prazo definido para a implementação total do novo acordo.
Com informações de Metrópoles

