A mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta segunda-feira (14), mostra que 50% dos eleitores desaprovam a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 43% a aprovam. O índice negativo, mantido pela segunda semana consecutiva, ocorre a menos de um mês do primeiro turno das eleições de 2026, quando o petista tenta a reeleição.
Segundo o instituto, desde meados de junho de 2025 a desaprovação oscila acima da aprovação, com exceção de julho e agosto deste ano. “É inédito um incumbente em campanha de reeleição não conseguir melhorar sua avaliação”, disse Felipe Nunes, CEO da Quaest.
Detalhamento da avaliação
Questionados sobre o desempenho do governo, os entrevistados responderam:
- Negativo: 38% (mesmo percentual da semana anterior);
- Positivo: 32% (ante 34%);
- Regular: 27% (ante 25%);
- Não souberam ou não responderam: 3%.
Metodologia
Foram ouvidas 2.004 pessoas entre 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com 95% de nível de confiança. O registro na Justiça Eleitoral é BR-03607/2026.
Percepção de corrupção cresce
A pesquisa detectou aumento da preocupação com corrupção, que saltou de 14% para 22% em duas semanas. O crescimento coincide com a crise no Banco Master, que envolve o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro.
Também pesa contra o governo a suspeita de que Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, tenha relação com fraudes bilionárias contra aposentados do INSS, através de negócios com os lobistas Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e Roberta Luchsinger. O presidente afirma que as irregularidades foram descobertas por sua gestão e que todos os envolvidos, inclusive o filho, devem ser investigados.
Principais preocupações dos eleitores
- Violência: 31%;
- Corrupção: 22%;
- Economia: 19%;
- Saúde: 10%;
- Problemas sociais: 9%;
- Educação: 7%.
A Quaest observa que o avanço da percepção de corrupção tem acompanhado o aumento da avaliação negativa do governo.
Com informações de Gazeta do Povo

