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Deputado Fred Costa fecha arrendamento de aeronave com empresa ligada a investigação de tráfico de drogas

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Brasília – O deputado federal Fred Costa (PRD-MG) arrendou um avião de sua propriedade para a CNM Aviação, companhia cujo controle pertence a uma empresária investigada pela Polícia Federal por suposto envolvimento com tráfico internacional de drogas.

O contrato, registrado na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 14 de abril deste ano, prevê que a CNM use o bimotor turboélice Embraer EMB-121 Xingu, prefixo PT-MCA, por 18 meses. Pelo acerto, a locatária pagará R$ 4 por quilômetro voado e garante ao parlamentar receita mínima de R$ 30 mil mensais.

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Aeronave comprada em 2024

Fred Costa adquiriu o avião em setembro de 2024 por R$ 4 milhões. O modelo, fabricado em 1982, transporta até seis passageiros e alcança 450 km/h de velocidade de cruzeiro.

Empresa alvo da operação Flight Level

A CNM Aviação foi aberta em agosto de 2021 e pertence a Juliana Costa Nobre Magalhães. Ela é citada na operação Flight Level, deflagrada pela PF em abril de 2021 para apurar o uso de aeronaves no envio de cocaína ao exterior. A investigação começou após a apreensão, em outubro de 2020, de 175 kg de cocaína no aeroporto de Lisboa, droga que saiu do hangar 3 do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. Hoje, o mesmo espaço é ocupado pela CNM; à época, era operado pela BHZ Táxi Aéreo, de Leonardo Costa Nobre, irmão de Juliana.

Leonardo foi denunciado pelo Ministério Público Federal em junho de 2021 como um dos líderes do esquema e, em março de 2023, tornou-se alvo de nova acusação da PF por supostamente pagar R$ 3,5 milhões em propina para obter um habeas corpus.

Defesas

Em nota, Fred Costa afirmou ter realizado “todas as devidas diligências” antes de firmar o arrendamento e disse não ter encontrado restrições à empresa ou à proprietária durante pesquisas na internet. O deputado também ressaltou não ter relação com a operação de 2020.

Os advogados de Juliana Costa Nobre negaram qualquer conexão dela com o tráfico de drogas ou com os negócios do irmão. Segundo a defesa, a empresária nunca foi denunciada e assumiu o hangar apenas após processo regular de cessão em agosto de 2021.

As decisões do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, que tratam do caso Flight Level, apontam indícios de que Juliana teria assumido atividades do irmão e registram a mudança de placa do hangar da BHZ para CNM em dezembro de 2021.

Até o momento, conforme o parlamentar, a aeronave ainda não entrou em operação comercial pela CNM Aviação.

Com informações de Metrópoles

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