O Ministério da Defesa informou que não houve perdas financeiras para militares que contrataram empréstimos consignados com o Banco Master, instituição do empresário Daniel Vorcaro. A posição foi enviada à Câmara dos Deputados em resposta a um requerimento de informações apresentado pelo deputado Evair de Mello (PP-ES), integrante da oposição ao governo.
Na manifestação, a pasta comandada pelo ministro José Múcio destacou que o Banco Master estava devidamente autorizado a operar consignados e que os valores acordados foram “integralmente disponibilizados” aos tomadores logo após a assinatura dos contratos. “Não houve prejuízo financeiro aos militares”, frisou o documento.
Operação em folha de pagamento
O ministério ressaltou que os recursos repassados à instituição decorrem exclusivamente dos contratos firmados pelos próprios militares. Segundo a nota, o desconto em folha é apenas um mecanismo operacional para quitar as parcelas dos empréstimos.
Ausência de alertas antes da liquidação
A Defesa também afirmou não ter recebido alertas, relatórios ou comunicações de órgãos de controle sobre possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master antes da liquidação da instituição. Após o processo de encerramento do banco, o contrato foi rescindido e os repasses passaram a ser feitos para uma conta judicial.
Repasse de R$ 39 milhões
Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviado à CPI do Crime Organizado aponta que, entre agosto de 2024 e outubro de 2025, o Exército transferiu R$ 39 milhões ao Banco Master referentes a parcelas de empréstimos consignados. Os valores foram depositados em uma conta da instituição no Banco Itaú e, em seguida, movimentados para outras contas internas do próprio Master.
O ministério não detalhou essas operações, mas reiterou que as movimentações estavam vinculadas aos contratos celebrados pelos militares.
Com informações de Metrópoles

