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CNJ afasta desembargadora do TRT-17 por ataques à OAB durante sessão

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O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, determinou o afastamento da desembargadora Marise Medeiros do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT-17) após ela dirigir ofensas à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em uma sessão administrativa. A decisão foi assinada na quinta-feira, 9 de julho.

A medida atendeu a reclamação protocolada pela OAB do Espírito Santo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No vídeo anexado ao processo, a magistrada aparece gritando contra a entidade enquanto o tribunal analisava uma proposta de reestruturação administrativa.

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Relatório apontou “destempero”

O caso foi inicialmente examinado pelo ministro Vieira de Mello Filho, que responde interinamente pela Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho. Em seu parecer, ele classificou a conduta como “grosseira e imoderada”, ressaltando faltas de equilíbrio, prudência e cortesia. O ministro recomendou o afastamento imediato da desembargadora.

Ao avaliar o processo, Mauro Campbell concordou com o parecer. Segundo ele, o material de áudio e vídeo comprova comportamento “inteiramente desalinhado” com os deveres funcionais dos magistrados. Campbell destacou que urbanidade e tratamento cortês são obrigações e não opções.

Reincidência disciplinar

Na decisão, o corregedor lembrou que Marise Medeiros já responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por ofensas e ameaças a colegas, enviadas por aplicativos de mensagens. Por esse motivo, a magistrada estava impedida de concorrer ou ocupar cargos de direção no TRT-17.

Com o novo afastamento, o CNJ suspendeu as credenciais de acesso aos sistemas internos do tribunal e outras prerrogativas ligadas ao exercício diário da função. A magistrada continuará recebendo os vencimentos básicos até o julgamento final do caso pelo Plenário do Conselho. Não foi fixado prazo para o término da medida.

Posicionamento do TRT-17

Em nota, o TRT-17 lamentou o episódio e informou que a sessão discutia a proposta de reestruturação administrativa elaborada após correição realizada em janeiro. A Presidência do tribunal afirmou ter iniciado diálogo com a OAB-ES e com a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 17ª Região (Amatra-17) “para preservar a relação de respeito mútuo”. O órgão acrescentou que já havia adotado providências internas antes da intervenção do CNJ.

O caso seguirá em análise no Conselho Nacional de Justiça.

Com informações de Metrópoles

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