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Cedae perde R$ 222 milhões após diretoria ignorar risco de quebra do Banco Master, diz sindicância

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Uma sindicância interna concluiu que a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) registrou prejuízo superior a R$ 222 milhões depois que sua Diretoria Financeira decidiu manter aplicações no Banco Master, apesar de alertas emitidos por técnicos da própria empresa.

Advertência feita em 2025

De acordo com o relatório, em setembro de 2025 funcionários recomendaram o resgate total de cerca de R$ 200 milhões aplicados em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) da instituição. A orientação foi descartada pelo então diretor financeiro Antônio Carlos dos Santos, que autorizou apenas retiradas parciais.

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A investigação aponta ainda que, após contatos entre representantes da Cedae e do Banco Master, critérios internos de classificação de risco teriam sido flexibilizados. Em outubro de 2025, a agência de classificação de risco rebaixou a nota do banco de BB- para CC, agravando a exposição da estatal.

Episódios anteriores

O documento cita um episódio anterior em que técnicos chegaram a determinar o resgate de R$ 44 milhões. A ordem foi anulada pouco depois por assessores ligados à diretoria.

Segundo a sindicância, informações estratégicas deixaram de ser repassadas ao Conselho de Administração e ao Comitê de Auditoria, ambos já cientes dos riscos das operações. O banqueiro Daniel Vorcaro também é mencionado como influente nas decisões envolvendo o Banco Master.

Encaminhamento às autoridades

Diante das conclusões, o presidente da Cedae, Rafael Rolim, recomendou o envio do relatório ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para aprofundar as apurações.

CPI na Alerj

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) anunciou a abertura de uma CPI para investigar os investimentos do Rioprevidência e da Cedae no Banco Master, que, juntos, somam quase R$ 3 bilhões.

Posicionamento do ex-diretor

Em nota, Antônio Carlos dos Santos, diretor financeiro da Cedae de outubro de 2022 a março de 2026, negou qualquer omissão de dados ao Conselho de Administração. Ele afirmou que todos os conselheiros, inclusive o atual presidente Rafael Rolim, receberam relatórios mensais sobre as aplicações e aprovaram as mudanças na Política de Investimentos. Santos declarou manter “total tranquilidade” quanto aos seus atos de gestão.

Com informações de G1

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