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Biosseguridade sustenta liderança do Paraná nas exportações de carne de frango

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Responsável por mais de 40% da carne de frango enviada ao exterior pelo Brasil, o Paraná vem reforçando seus protocolos de biosseguridade para proteger mercados, evitar paralisações industriais e manter a competitividade internacional. O tema foi destacado por Roberto Kaefer, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar) e sócio-fundador da Globoaves, durante a Expo + Indústria 2026, realizada em Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

Governança sanitária como ativo econômico

Em palestra intitulada “Campo à Mesa: a segurança alimentar na cadeia avícola”, Kaefer afirmou que a regularidade operacional dos frigoríficos, o monitoramento permanente das granjas e o controle rigoroso de riscos biológicos são essenciais para garantir segurança alimentar e preservar o status sanitário brasileiro. Segundo ele, eventual falha pode resultar em embargos, suspensão de compras e prejuízos em toda a cadeia produtiva.

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Liderança estadual

O Paraná responde por cerca de 35% do abate nacional de frangos e superou 40% de participação nas exportações em 2025, quando embarcou 2,05 milhões de toneladas e faturou US$ 3,53 bilhões. Como principal origem da carne de frango brasileira no exterior, o Estado carrega a responsabilidade de manter padrões sanitários que assegurem a confiança de mais de 150 destinos compradores.

Projeções para 2026

Estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apontam produção nacional entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026. As vendas externas podem avançar 10,3% e alcançar 5,875 milhões de toneladas, configurando novo recorde para o setor. O crescimento reforça a necessidade de vigilância sanitária em todas as etapas da cadeia, desde o acesso às granjas até o transporte e o processamento industrial.

Prevenção começa na granja

Entre as práticas recomendadas estão controle de entrada de pessoas e equipamentos, limpeza e desinfecção de instalações, manejo adequado de água e ração, destinação correta de resíduos e monitoramento constante da saúde das aves. A rápida comunicação de qualquer sintoma de doença é considerada crucial para evitar disseminação e perdas econômicas.

Tecnologia a favor da produtividade

Paulo Candido, diretor executivo do Sindiavipar, ressaltou que automação, sensores, sistemas de gestão e ferramentas de rastreabilidade ajudam a identificar desvios operacionais, reduzir custos e responder com agilidade a possíveis riscos sanitários. Segundo ele, a adoção dessas soluções é fundamental para que frigoríficos e produtores acompanhem a expansão da demanda global.

Para os líderes do setor, o fortalecimento da governança sanitária, aliado à incorporação de tecnologia e à capacitação contínua dos produtores, será decisivo para que o Paraná mantenha sua posição de destaque e amplie participação no mercado mundial de carne de frango.

Com informações de Portal do Agronegócio

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