São Paulo, 15 de julho de 2026 – Reconhecido por revolucionar a técnica de captura de movimentos em Hollywood, Andy Serkis afirmou que a inteligência artificial ainda está longe de substituir a interpretação dos atores. Em entrevista à revista Variety, o artista comentou o avanço de ferramentas digitais e explicou por que acredita que a atuação humana continua indispensável.
“Nas redes sociais já vemos recriações de personagens feitas por IA, mas isso não nasce de uma performance real. No fim, contar histórias depende do trabalho de um ator”, declarou.
Tecnologia como ferramenta, não como substituta
Segundo Serkis, a captura de performance continua guiada por escolhas criativas humanas. Ele admite que comandos automatizados podem gerar trechos curtos, porém considera inviável confiar à IA a construção completa de um personagem. “Todas as decisões sutis presentes em um roteiro, da primeira à última página, ainda precisam do intérprete”, completou.
Reconhecimento da Academia
O ator também lembrou a resistência da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em premiar trabalhos baseados em captura de movimentos. Para ele, o processo artístico não difere do método tradicional e não exige categoria separada. “Você faz o mesmo esforço que faria usando maquiagem. Essa forma de atuação já deveria ter sido reconhecida nas principais categorias do Oscar”, afirmou.
Próximo capítulo na Terra-média
Serkis dirige e protagoniza “O Senhor dos Anéis: A Caçada por Gollum”, programado para 17 de dezembro de 2027. O elenco reúne Ian McKellen (Gandalf), Kate Winslet (Marigol), Jamie Dornan (Strider), Leo Woodall (Halvard), Lee Pace (Thranduil) e Elijah Wood (Frodo).
A trama se passa após Gollum deixar as Montanhas Sombrias. Desconfiado de que a criatura conhece a localização do Um Anel, Gandalf pede a Aragorn que o rastreie antes que Sauron o encontre, período registrado nos apêndices de J.R.R. Tolkien mas inédito nos cinemas.
Com informações de CinePOP

