Resultados preliminares divulgados na noite de domingo (20/9) indicam vitória do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) nas eleições estaduais de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, com 37,9% dos votos. Já na cidade-estado de Berlim, a projeção coloca o partido de esquerda Die Linke na primeira posição, com 25,3%.
Interior: avanço recorde da AfD
No estado do nordeste alemão, a AfD superou o Partido Social-Democrata (SPD), que governa a região e aparece com 35,5%. A legenda de esquerda Die Linke ficou em terceiro lugar, com 9%, enquanto a União Democrata-Cristã (CDU) atingiu apenas 5,5% — seu pior desempenho em uma eleição estadual desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, classificou o resultado como “desastroso” para a CDU, mas assegurou que permanecerá no cargo. Segundo ele, o país “precisa de mudanças, determinação, firmeza e paciência”.
Capital: esquerda duplica votação
Em Berlim, o crescimento do Die Linke praticamente dobrou o desempenho obtido no último pleito estadual, superando o CDU, que atualmente governa a cidade-estado em coalizão com o SPD. Nenhum partido alcançou maioria absoluta, o que exigirá negociações para a formação de novos governos tanto na capital quanto em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental.
Calendário eleitoral descentralizado
Ao contrário do Brasil, cada um dos 16 estados alemães define seu próprio cronograma eleitoral. Em 2020, três unidades federativas já realizaram eleições regionais. Em 6 de setembro, na Saxônia-Anhalt, a AfD também liderou, com 44% dos votos, marcando a primeira vitória de um partido de extrema direita em pleito estadual desde 1945.
Os resultados divulgados neste domingo ainda são preliminares; a apuração oficial está prevista para segunda-feira (21/9).
Com informações de Metrópoles

