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Senado eleito para 2027 prepara lei para retomar afastamento imediato de ministros do STF

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A bancada que assumirá o Senado em fevereiro de 2027, com predominância de parlamentares de direita e o PL como maior partido, articula mudanças na legislação para facilitar processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O principal objetivo é anular os efeitos de decisão individual do ministro Gilmar Mendes, de dezembro de 2025, que vedou o afastamento preventivo dos magistrados e elevou o quórum inicial do processo para dois terços da Casa.

O que mudou com a liminar de Gilmar Mendes

Antes da liminar, bastava maioria simples dos senadores presentes para admitir a denúncia e suspender o ministro acusado. A decisão de Mendes passou a exigir 54 votos já na fase inicial, mesmo patamar necessário para a condenação final, e proibiu o afastamento até o término do julgamento.

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Caminhos discutidos pelos novos senadores

Os parlamentares eleitos trabalham em duas frentes:

  • Aprovar um novo projeto de lei que atualize a norma de 1950, restabeleça o afastamento automático por maioria simples e fixe prazos para análise de denúncias.
  • Aplicar diretamente a legislação vigente, ignorando a liminar, sob o argumento de que a decisão ainda não foi referendada pelo plenário do STF.

Detalhes do projeto em tramitação

Elaborada por comissão de juristas, a proposta determina que, uma vez recebida a denúncia pelo Senado, o ministro seja afastado imediatamente por maioria simples. O texto impõe prazo de 30 dias para o presidente do Senado decidir sobre cada pedido; caso haja omissão ou rejeição, a Mesa Diretora ou o plenário poderão dar andamento ao processo.

Condu tas que podem levar ao impeachment

A legislação enumera cinco crimes de responsabilidade atribuídos a ministros do STF:

  1. Atuar em atividade político-partidária;
  2. Julgar processos nos quais deva ser declarado suspeito;
  3. Modificar decisão já tomada, salvo por meio de recurso;
  4. Negligência grave no cumprimento dos deveres;
  5. Práticas incompatíveis com honra, dignidade e decoro do cargo.

Com a nova correlação de forças na Casa, líderes partidários avaliam que há votos para eleger a presidência do Senado e colocar a proposta em votação logo no início da legislatura de 2027.

Com informações de Gazeta do Povo

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