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Preço do arroz no RS avança 33,3% em 12 meses, mas exportação limitada freia mercado

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O mercado de arroz em casca do Rio Grande do Sul encerrou a semana em alta, mesmo diante de embarques externos reduzidos e de maior entrada de produto importado. O Indicador Safras, que considera pagamento à vista e rendimento entre 58% e 62% de grãos inteiros, alcançou R$ 82,85 por saca de 50 quilos na quinta-feira (17). O valor representa elevação de 1,58% na semana, 8,23% no mês e 33,30% em comparação com igual período do ano anterior.

Negócios regionais chegam a R$ 90

As regiões de Pelotas e do Litoral Sul registraram operações entre R$ 88 e R$ 90 por saca, patamar ainda restrito a lotes específicos. Segundo o analista Evandro Oliveira, da Safras & Mercado, a variação de preços depende de fatores como qualidade do grão, rendimento industrial, localização, prazos e condições de entrega.

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Alta ainda não define novo piso nacional

Apesar da firmeza regional, os valores negociados acima de R$ 88 não se consolidaram em todas as praças produtoras. A liquidez continua seletiva, com compradores pagando mais apenas por cargas que atendem requisitos de qualidade ou logística favoráveis.

Exportações seguem fracas

A sustentação de preços ocorre sem apoio de uma demanda externa robusta. A programação portuária permanece enxuta, mostrando que o avanço interno não decorre de maiores embarques. No mercado internacional, a saca do arroz norte-americano se aproxima de US$ 20, o que poderia favorecer outros fornecedores, mas ainda não garante aumento imediato das vendas brasileiras.

Importações ganham peso

Enquanto as exportações patinam, a entrada de arroz estrangeiro amplia a oferta interna. O impacto varia conforme o volume de arroz beneficiado ou em casca que desembarca no país, influenciando tanto a indústria quanto a procura por matéria-prima nacional.

Mercado permanece cauteloso

Para que os preços mais altos se espalhem pelo território nacional, agentes de mercado aguardam sinais de demanda consistente, maior regularidade nos embarques ou redução na pressão de importações. Até lá, características de cada lote — qualidade, rendimento, proximidade das beneficiadoras e condições de entrega — continuarão determinando os valores efetivos.

Com informações de Portal do Agronegócio

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