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Prefeitura afasta servidora que atestou demolição inexistente em prédio que desabou na Penha

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São Paulo – A Prefeitura de São Paulo determinou o afastamento, por pelo menos 30 dias, de uma funcionária que declarou concluída a demolição do imóvel onde um prédio em construção desabou na madrugada de sábado (12/9), na Rua Tequici, Penha, zona leste da capital.

O procurador-geral do município, Daniel Falcão, afirmou que a medida visa possibilitar à Controladoria-Geral do Município apurar de que forma o documento foi emitido e qual o papel da servidora no processo. Segundo ele, o laudo de demolição é falso, já que a estrutura permanecia de pé.

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Documento foi assinado em fevereiro

De acordo com o prefeito Ricardo Nunes, o atestado foi assinado em fevereiro de 2024 pela funcionária lotada na Subprefeitura da Penha. No texto, ela registrou que a demolição havia sido realizada “em sua integralidade” e que uma nova edificação estava em andamento. O próprio advogado da construtora compareceu ao endereço e constatou que o prédio não havia sido derrubado.

Vítimas e resgate

O desabamento do edifício de 12 andares ocorreu por volta das 1h58 e atingiu uma casa vizinha. Duas mulheres morreram, sendo uma delas grávida. Um homem de cerca de 30 anos e uma criança de 7 anos foram resgatados com vida. Até o início da tarde de sábado, equipes do Corpo de Bombeiros ainda buscavam quatro pessoas soterradas: uma criança, um casal e outra mulher.

Cerca de 60 bombeiros, apoiados por 20 viaturas e cães farejadores, participam da operação de salvamento.

Irregularidades anteriores

A construção já havia sido autuada e interditada em 2019 por falta de alvará. Em 2021, a Prefeitura ingressou na Justiça para barrar o avanço da obra.

Busca pelos responsáveis

A Polícia Civil procura os proprietários do imóvel, pai e filho. O filho também figura como engenheiro responsável técnico pela obra. A Secretaria da Segurança Pública informou que diligências foram iniciadas para localizar e prender os envolvidos.

A construtora New Home, responsável pela obra, sustenta que o empreendimento estava regular e possuía alvará. O advogado da empresa, Alexandre Sampi, declarou que o embargo anteriormente imposto à construção foi cassado.

A Defesa Civil informou que ainda não é possível relacionar o desabamento às chuvas que atingem a capital.

Com informações de Metrópoles

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