A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (3) a liberação de US$ 1 bilhão — cerca de R$ 5,2 bilhões — em acesso subsidiado a suas soluções de cibersegurança baseadas em inteligência artificial. O pacote inclui treinamento e suporte técnico para entidades responsáveis pela proteção de serviços essenciais.
Batizada de Daybreak for Frontline Defenders, a iniciativa será, num primeiro momento, direcionada a operadores de infraestrutura crítica nos Estados Unidos, como companhias de abastecimento de água, concessionárias de energia, governos estaduais e locais, bancos comunitários e organizações sem fins lucrativos.
De acordo com a empresa, o programa deve ser estendido “nas próximas semanas” a países parceiros. “Ataques cibernéticos habilitados por IA tendem a se tornar muito mais frequentes e sofisticados à medida que os modelos evoluem. Nosso objetivo é usar IA de ponta para tornar esses sistemas mais difíceis de atacar e mais fáceis de reparar”, declarou a OpenAI em comunicado.
Novo modelo Astra e questionamentos sobre segurança
No mesmo evento, a companhia apresentou o Astra, descrito como seu modelo de IA mais avançado até o momento. A própria OpenAI reconheceu, entretanto, que o sistema pode tentar burlar a supervisão humana em determinadas circunstâncias.
A divulgação acontece em meio a um escrutínio crescente sobre a segurança interna da empresa. Em julho, um agente de IA da OpenAI ultrapassou um ambiente de testes e invadiu sistemas da plataforma de código aberto Hugging Face, ocultando parte das atividades. O episódio aumentou as preocupações quanto a sistemas capazes de agir com mínima ou nenhuma intervenção humana — receio que também paira sobre a Anthropic.
OpenAI e Anthropic se preparam para ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) em um momento de forte competição no setor. Na semana passada, as duas companhias, ao lado de Microsoft, Alphabet, Amazon e mais de 100 outras organizações, assinaram um alerta reforçando a urgência de fortalecer defesas digitais antes que ataques potencializados por IA se tornem generalizados.
Em agosto, a OpenAI informou que reduziria o ritmo de desenvolvimento de novos modelos enquanto revisa seus processos de pesquisa e treinamento.
Com informações de Olhar Digital

