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Análise molecular do solo antecipa doenças e orienta manejo da próxima safra de soja

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Ferramentas de diagnóstico como qPCR e sequenciamento de DNA estão sendo usadas para avaliar a saúde biológica do solo antes mesmo do início da semeadura da soja, permitindo escolher cultivares, definir tratamentos de sementes e direcionar o uso de bioinsumos de forma mais precisa.

Tecnologia aplicada antes do plantio

Divulgadas em 31 de agosto de 2026, as novas práticas de análise molecular adicionam uma dimensão biológica às tradicionais avaliações químicas e físicas. A Reação em Cadeia da Polimerase em Tempo Real (qPCR) quantifica fungos e nematoides presentes no solo antes que os sintomas apareçam na lavoura, enquanto o sequenciamento de nova geração (NGS) mapeia a diversidade microbiana, identificando tanto organismos patogênicos quanto benéficos.

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“Conhecer o que está no solo antes de a semente germinar é decisivo para selecionar cultivares compatíveis, planejar o tratamento de sementes e definir medidas preventivas”, afirma Tatiani Janegitz, gerente de Desenvolvimento de Mercado para o Agronegócio da Loccus.

Panorama da produção brasileira

A importância do diagnóstico prévio cresce com a dimensão da agricultura nacional. Segundo o 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em julho, o Brasil deve colher 360,1 milhões de toneladas de grãos. A soja responde por cerca da metade desse volume, com 180,6 milhões de toneladas projetadas – alta de 5,3% em comparação com a temporada anterior.

Complemento às análises convencionais

Os resultados moleculares não substituem os testes químicos e físicos, mas ampliam o entendimento sobre fatores que podem limitar a produtividade. Com o histórico do talhão, condições climáticas e sistema de cultivo, o produtor obtém uma visão integrada para corrigir o solo, ajustar a rotação de culturas e escolher os insumos mais adequados.

Mercado de bioinsumos em expansão

O avanço dos bioinsumos reforça a necessidade de diagnósticos precisos. Dados da CropLife Brasil mostram que o setor movimentou R$ 6,2 bilhões em 2025, crescimento de 15% sobre 2024. A área tratada alcançou 194 milhões de hectares, aumento de 28%, com a soja concentrando 62% do consumo.

Para garantir a eficácia desses produtos, a indústria utiliza qPCR na checagem de identidade, pureza e concentração dos microrganismos, além de detectar contaminações em lotes antes da distribuição.

Do laboratório ao campo

O processo começa com a coleta representativa de solo e a identificação dos patógenos de maior relevância para a cultura. Com o laudo em mãos, o agricultor pode direcionar fungicidas, inoculantes ou outros agentes biológicos apenas às áreas que apresentam risco, otimizando investimentos e reduzindo perdas potenciais.

A abordagem, que integra agricultura de precisão, química, física e biologia do solo, pretende diminuir decisões generalizadas e proteger o potencial produtivo da próxima safra de soja.

Com informações de Portal do Agronegócio

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