Cali, cidade colombiana com mais de 2,2 milhões de habitantes, amanheceu nesta terça-feira (11/8) sob toque de recolher e com a presença de mais de mil militares nas ruas, um dia depois do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país.
A medida, decretada pelo prefeito Alejandro Eder, vigorou das 20h de segunda-feira (10/8) às 6h desta terça, no horário local (8h em Brasília). Em mensagem publicada nas redes sociais, Eder citou “alertas e ameaças de saques” e pediu que a população permaneça em casa durante as primeiras 48 horas, consideradas críticas para as operações de resgate.
Saldo provisório na cidade
De acordo com o balanço mais recente da prefeitura, Cali registra:
- 95 mortos;
- 949 feridos;
- 239 pessoas presas sob escombros;
- 86 resgatados com vida;
- 45 estruturas em colapso total ou parcial;
- 93 edifícios e residências danificados.
Além dos efetivos locais, 400 soldados do Exército colombiano foram deslocados para reforçar a segurança em 40 pontos considerados mais afetados.
O terremoto
O tremor ocorreu às 7h34 de segunda-feira, horário local, com epicentro próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó, e profundidade de 110 km, segundo o Serviço Geológico Colombiano. O órgão contabilizou 47 réplicas e classificou o evento como o pior da última década.
No panorama nacional, o desastre deixou pelo menos 224 mortos, 1.310 feridos e mais de 100 edifícios colapsados. O presidente Abelardo de la Espriella declarou situação de desastre após reunião de emergência com a Unidade Nacional de Gestão de Riscos (UNGRD).
O abalo foi sentido em várias regiões da Colômbia, incluindo Bogotá, Medellín, Pereira e Manizales, e chegou ao norte do Brasil, com relatos de tremores em Manaus.
As equipes de socorro mantêm trabalhos ininterruptos em busca de sobreviventes, enquanto autoridades locais reforçam o apelo para que moradores colaborem com as restrições de circulação e evitem áreas de risco.
Com informações de Metrópoles

