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Oferta da terceira safra derruba preços do feijão carioca; feijão preto segue firme

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O mercado brasileiro de feijão encerrou a semana com trajetórias opostas para os dois principais tipos comercializados. O feijão carioca sofreu nova rodada de baixa, reflexo da maior oferta proveniente da terceira safra 2025/26, enquanto o feijão preto manteve cotações estáveis graças ao equilíbrio entre disponibilidade e consumo.

Pressão sobre o feijão carioca

Segundo a consultoria Safras & Mercado, o ingresso gradual de volumes da terceira safra reduziu a percepção de escassez que vinha sustentando os preços do carioca. Goiás e Minas Gerais permaneceram como polos de produção, e o Paraná ampliou a participação no fornecimento de lotes comerciais.

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Ainda que a quantidade global de grãos tenha aumentado, lotes de qualidade extra continuam restritos, negociados majoritariamente por amostras e com diferenciação de preço em relação aos padrões comerciais.

Compradores cautelosos e vendedores resistentes

As indústrias mantiveram uma estratégia conservadora, realizando reposições apenas para o curto prazo e evitando ampliar estoques. Mesmo após recuos nas cotações, a queda não foi suficiente para estimular compras mais robustas.

Corretores intensificaram as vendas por amostras e negociações diretas com produtores. Do lado da oferta, vendedores demonstram resistência a novos descontos para tentar preservar as referências de mercado.

Ajustes nas regiões produtoras

No mercado FOB, o feijão carioca registrou novos ajustes negativos. Os padrões comerciais também cederam, embora alguns negócios pontuais tenham mostrado maior firmeza dos vendedores.

O cenário combina oferta crescente, compradores abastecidos, posições de venda contidas e liquidez moderada. A evolução da colheita e um eventual retorno da demanda industrial devem definir o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Estabilidade para o feijão preto

Ao contrário do carioca, o feijão preto atravessou a semana com preços estáveis. A oferta permaneceu ajustada ao consumo interno, evitando pressões de baixa. Negociações ocorreram de forma pontual, focadas nas necessidades imediatas dos compradores, o que garantiu baixa volatilidade.

No mercado FOB, algumas regiões até registraram leves altas; no Oeste de Santa Catarina, foram fechados negócios de até R$ 218 por saca.

Para as próximas semanas, analistas projetam manutenção da pressão sobre o feijão carioca enquanto a colheita avança, ao passo que o feijão preto deve seguir em ambiente mais equilibrado, com o ritmo de compras das indústrias determinando os ajustes de preços.

Com informações de Portal do Agronegócio

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