O governo brasileiro inaugurou em 17 de julho de 2026 o Banco Nacional de Antígenos para Febre Aftosa, instalado na unidade industrial da Biogénesis Bagó, em Garín, na Argentina. A nova estrutura foi criada para armazenar os principais sorotipos do vírus e permitir a produção imediata de vacinas em caso de emergência sanitária.
A cerimônia contou com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), da indústria de saúde animal e de entidades do setor produtivo. A iniciativa integra o Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA) e é apontada como um dos maiores investimentos já feitos em biossegurança para a cadeia pecuária nacional.
Resposta rápida em eventuais surtos
Com o banco, o tempo de reação das autoridades sanitárias será reduzido, fator decisivo para conter possíveis focos de febre aftosa e minimizar prejuízos econômicos. O país detém o maior rebanho comercial do planeta e é considerado livre da doença sem vacinação, status que exige mecanismos robustos de prevenção e contingência.
Impacto sobre as exportações
Para o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, o projeto coloca o Brasil entre as nações com mais altos padrões internacionais de proteção sanitária. A medida também fortalece a confiança dos mercados compradores de carne bovina, responsável por bilhões de dólares em exportações anuais.
Parceria público-privada
A implantação do banco resulta da cooperação entre governo federal, centros de pesquisa e iniciativa privada. A Biogénesis Bagó, que administra estruturas semelhantes na Argentina, Estados Unidos, Canadá, Coreia do Sul, Taiwan e Filipinas, foi escolhida para operar o sistema destinado ao Brasil.
Eduardo Marafon, presidente do Tecpar, classificou o banco como parte de uma política preventiva fundamental após o reconhecimento internacional do novo status sanitário brasileiro. Marcelo Bulman, country manager da Biogénesis Bagó Brasil, destacou o compromisso permanente com a proteção do rebanho nacional e da segurança alimentar global.
Confiança adicional aos compradores
Na avaliação de Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a estrutura oferece garantia extra para manter a credibilidade do produto brasileiro nos principais mercados, aumentando a competitividade no comércio internacional.
Com o Banco Nacional de Antígenos, o Brasil reforça sua defesa sanitária, aprimora ações de vigilância epidemiológica e garante resposta ágil diante de qualquer ocorrência de febre aftosa, protegendo um dos pilares econômicos do agronegócio nacional.
Com informações de Portal do Agronegócio

