O preço do petróleo registrou forte queda na noite de domingo, 26 de julho, após Estados Unidos e Irã completarem 48 horas sem confrontos no Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o transporte global da commodity.
Brent e WTI em baixa
O contrato do Brent para setembro recuou 4,9%, cotado a US$ 92,02 o barril, somando-se à perda de 3,9% observada na sexta-feira. O WTI, referência norte-americana, cedeu 5%, para aproximadamente US$ 85.
Motivo da trégua
Teerã anunciou a suspensão de ataques enquanto Washington mantiver a pausa nas hostilidades. Segundo Mike Waltz, embaixador dos EUA na ONU, o presidente Donald Trump “abriu espaço” para negociações conduzidas por mediadores, ainda em andamento.
Escalada da semana passada
Na semana anterior, o Brent tocou US$ 102, maior valor desde maio e cerca de US$ 30 acima do início de julho, em meio ao temor de que o conflito bloqueasse ainda mais o fluxo de petróleo.
Importância de Ormuz
O Estreito de Ormuz, na costa iraniana, concentra o escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial. A recente onda de ataques praticamente paralisou o tráfego marítimo. Mesmo rotas alternativas, como o Mar Vermelho, foram alvo de investidas contra petroleiros sauditas.
Impacto nos combustíveis
Nos Estados Unidos, o preço médio do galão de gasolina comum chegou a US$ 4,11 no domingo, ante US$ 3,90 há um mês e US$ 3,15 no mesmo período de 2025.
Reflexos nos mercados
O alívio no petróleo impulsionou os futuros das bolsas de Nova York: Dow Jones +0,5% (244 pontos), S&P 500 +0,6% e Nasdaq 100 +1,2%, após perdas na sexta-feira de 0,6% e 2,1%, respectivamente.
Semana de balanços e Fed
Amazon, Apple, Meta e Microsoft divulgam resultados nos próximos dias, sob atenção para os gastos em inteligência artificial após o desempenho abaixo do esperado da Alphabet. Investidores também aguardam a decisão do Federal Reserve, marcada para quarta-feira, 29. Ferramenta do CME Group aponta 36% de probabilidade de alta dos juros em uma das próximas reuniões, com parte do mercado considerando um aumento de 0,25 ponto porcentual já nesta semana.
Cenário político
A queda recente do petróleo pode dar fôlego ao presidente Trump a pouco mais de 100 dias das eleições de meio de mandato, em um momento em que os preços dos combustíveis pressionam sua popularidade.
Com informações de Exame

