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Itamaraty convoca embaixador da Argentina após ataque de Milei a autoridades brasileiras

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O Ministério das Relações Exteriores chamou no domingo, 26/07, o embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimondi, para expressar “repulsa” às declarações do presidente Javier Milei durante a convenção do PL, realizada no sábado, 25/07, em São Paulo.

Em nota, o Itamaraty afirmou não haver “precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro”. O texto recorda ainda os “203 anos de amizade e cooperação” entre os dois países e ressalta que o Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina.

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Críticas durante evento do PL

Milei discursou por quase meia hora no Estádio do Pacaembu, onde o senador Flávio Bolsonaro (PL) teve sua pré-candidatura à Presidência confirmada. O presidente argentino chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes de “lixo careca”, em reação à decisão do magistrado que, dias antes, negara autorização para Milei visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar.

O líder argentino também atacou o socialismo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e programas sociais do governo brasileiro, classificando-os como estratégias para “comprar votos”. Parte do público presente deixou o auditório durante o pronunciamento.

Medidas diplomáticas de ambos os lados

Além de Raimondi, o Itamaraty convocou para consultas o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, passo que, no jargão diplomático, sinaliza forte descontentamento com o país anfitrião.

Agenda de Milei no Brasil e na região

Antes de deixar São Paulo, Milei foi recebido pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no Palácio dos Bandeirantes e recebeu a Ordem do Ipiranga, mais alta condecoração do estado.

O presidente argentino segue em viagem por outros países da América Latina. Após o Brasil, pretende comparecer à posse de Keiko Fujimori no Peru, depois visitar o Equador para encontros com o presidente Daniel Noboa e, na sequência, ir à Colômbia, onde deve acompanhar a cerimônia de Abelardo de la Espriella, eleito presidente.

Com informações de BBC News Brasil

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