O mercado físico de algodão em pluma registrou desaceleração na última semana, refletindo menor volume de negociações e recuo nas cotações. Indústrias têxteis reduziram as bases de compra, enquanto produtores optaram por segurar a oferta à espera de condições mais favoráveis.
Negociações pontuais marcam a semana
Segundo agentes de mercado, as tradings direcionaram parte dos negócios para contratos da safra 2027, ao passo que a indústria priorizou aquisições para atender necessidades imediatas. Esse comportamento resultou em operações isoladas e maior seletividade tanto de compradores quanto de vendedores.
Cotações em queda
Em Rondonópolis (MT), referência nacional, a pluma foi negociada na quinta-feira (23) a R$ 128,90 por arroba, equivalente a cerca de R$ 3,90 por libra-peso. O valor representa redução de R$ 1,80 por arroba em relação à semana anterior, quando estava em R$ 130,70.
No mercado CIF São Paulo, as indicações giraram em torno de R$ 4,07 por libra-peso, ante R$ 4,10 na semana precedente, queda semanal de 0,73%.
Produtores mantêm cautela
Apesar do recuo das cotações, agricultores brasileiros seguem limitando a oferta imediata. A estratégia é aguardar eventuais melhorias de preço, diante das oscilações externas e da expectativa de equilíbrio entre oferta e demanda global.
Colheita avança, mas segue abaixo da média
Enquanto o movimento comercial perde força, a colheita da safra 2025/26 progride nas principais regiões produtoras. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que, até 17 de julho, 12,8% da área cultivada nos sete estados que concentram 98% da produção nacional havia sido colhida. Na semana anterior, o índice era de 8,1%.
No mesmo período da safra passada, a colheita alcançava 16,7%, e a média dos últimos cinco anos para a data é de 14,2%.
Oferta crescente pressiona curto prazo
O avanço da colheita tende a elevar gradualmente a disponibilidade interna de algodão. Contudo, o comportamento da demanda – sobretudo da indústria têxtil – e as oportunidades no mercado externo seguirão determinando o ritmo dos negócios e a formação de preços nas próximas semanas.
Com informações de Portal do Agronegócio

