A cotação do boi gordo registrou alta nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026, diante da oferta limitada de animais terminados. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, frigoríficos precisaram pagar mais pela arroba em São Paulo e Minas Gerais para completar as escalas de abate, enquanto os preços permaneceram inalterados no Mato Grosso do Sul.
Pressão de compra eleva preços em São Paulo
Em São Paulo, o valor da arroba do boi gordo e do chamado “boi China” avançou R$ 3,00 em relação ao dia anterior. A alta foi atribuída à postura mais firme dos pecuaristas, que reduziram o volume ofertado e resistiram a negociar abaixo dos patamares desejados. Com escalas de aproximadamente seis dias, as indústrias se viram obrigadas a oferecer preços maiores para garantir matéria-prima.
Minas Gerais acompanha movimento de valorização
O cenário em Minas Gerais seguiu a mesma tendência. Todas as regiões monitoradas pela Scot Consultoria apresentaram reajustes positivos para boi gordo e boi China, reflexo da escassez de animais prontos e da disputa entre frigoríficos para manter o ritmo de abate.
Mato Grosso do Sul fica estável
No Mato Grosso do Sul, a consultoria não identificou variações de preços. A estabilidade indica equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda, sem pressão suficiente para alterar as cotações.
Oferta curta sustenta mercado
A limitação de animais terminados continua sendo o principal fator de sustentação dos preços nas praças pecuárias. Caso a disponibilidade siga restrita nas próximas semanas, analistas apontam possibilidade de novas altas, especialmente nos estados onde a oferta permanece mais enxuta.
Com informações de Portal do Agronegócio

