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Incêndio em bar de Bangcoc deixa 28 mortos e dezenas de feridos

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Pelo menos 28 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas após um incêndio atingir o bar Rong Beer Na Lat Phrao, no distrito de Chatuchak, em Bangcoc, na noite de domingo, 12 de julho. O local estava lotado para a apresentação da banda indie Thotsakan quando as chamas começaram.

Fogo começou durante show

Segundo o empresário da banda, Ice Athipat Wijarn, a fumaça surgiu atrás do tecladista Kwang. O músico gritou para que os presentes corressem e, em questão de segundos, o fogo tomou o ambiente. Ice relatou ter se atrapalhado na tentativa de abrir a porta tomada pela fumaça e disse que uma explosão o arremessou para fora do bar.

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Entre as vítimas fatais estão Kwang, a cantora Breeze e o baterista Bew, todos integrantes da Thotsakan, informou o colega de banda Patchara Songphatkaew em publicação nas redes sociais. O paradeiro do cantor Din ainda é desconhecido.

Relatos de sobreviventes

O cantor Tik Chaichana escapou sem ferimentos porque estava no banheiro no momento em que o incêndio começou. Vídeos divulgados mostram o artista chorando enquanto corria para fora do prédio em chamas.

Imagens que circulam na internet registram clientes em pânico, alguns com roupas em fogo, tentando sair pela porta principal. Testemunhas afirmam que bombeiros controlaram as chamas em cerca de 30 minutos.

Feridos e identificação das vítimas

Mais de 60 pessoas seguem internadas, oito delas em estado grave, de acordo com as autoridades tailandesas. Entre os mortos, apenas um estrangeiro — natural do Laos — foi identificado até o momento.

Pontos críticos de segurança

No dia seguinte à tragédia, o governador de Bangcoc, Chatchart Sittipunt, afirmou que a decoração inflamável no teto pode ter acelerado a propagação do fogo. Ele também mencionou relatos de vítimas encontradas inconscientes perto da saída de emergência, sugerindo possível obstrução do local. Uma investigação foi aberta para apurar as causas.

Frequentadores anteriores ao incidente relataram que o bar tinha ambiente escuro, estrutura labiríntica e saídas mal sinalizadas. A cliente Phatsara Khamloet lembrou que precisou percorrer “um caminho sinuoso” até o banheiro e questionou, na época, como seria a evacuação em caso de incêndio.

Pressão por normas mais rígidas

A tragédia reacendeu pedidos para que o poder público reforce a fiscalização e exija treinamento de segurança em casas noturnas. Um motorista que trabalha próximo ao bar sugeriu simulações regulares de evacuação e portas mais largas para facilitar a fuga de clientes.

O incêndio chocou moradores da região. “Havia ambulâncias e veículos de resgate por toda parte; eu não sabia o que fazer”, contou Titi Liewcha, que vive em frente ao estabelecimento.

As autoridades continuam a identificar vítimas, acompanhar o estado dos feridos e investigar eventuais falhas estruturais ou operacionais que contribuíram para a tragédia.

Com informações de BBC News Brasil

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