São Paulo, 13.jul.2026, 11h45 – O Ibovespa recuava nesta segunda-feira e oscilava em torno dos 177 mil pontos, pressionado pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries.
Às 11h24, o principal índice da B3 caía 0,53%, aos 176.928,12 pontos, depois de tocar mínima de 176.928 pontos mais cedo. O volume financeiro somava R$ 2,93 bilhões.
No câmbio, o dólar comercial subia 0,41% e era negociado a R$ 5,130 na máxima do dia. Nos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DI), as taxas avançavam em toda a curva: o DI para jan/27 era cotado a 13,94%, alta de 0,29 ponto percentual.
Fatores de pressão
Investidores monitoram a escalada do confronto entre Estados Unidos e Irã. No fim de semana, os dois países trocaram ataques aéreos, e Teerã afirmou ter fechado o Estreito de Ormuz. Em entrevista, o presidente norte-americano Donald Trump declarou que Washington “assumirá o controle” da passagem marítima e cobrará 20% de toda carga que transitar pelo local.
O acirramento da crise elevou o preço do petróleo, mas a valorização de Petrobras (PETR3 +2,33%; PETR4 +2,27%) ajudava a conter parte das perdas do índice. Ao mesmo tempo, Vale (VALE3 −0,70%) e siderúrgicas exibiam sinais mistos, enquanto grandes bancos oscilavam próximos da estabilidade.
Outros destaques do pregão
- Apenas 22 ações subiam no índice, com CSN Mineração (CMIN3) +3,63% liderando os ganhos.
- Siderúrgicas avançavam: CSNA3 +2,32% e GGBR4 +0,26%.
- Entre as varejistas, o desempenho era misto: MGLU3 +0,03% e LREN3 −1,23%.
- No setor de educação, YDUQ3 +0,67% e CSED3 +1,45% figuravam entre os destaques positivos.
Agenda econômica
A semana começou com a divulgação do Boletim Focus, que reduziu de 5,30% para 5,16% a projeção de inflação (IPCA) para 2026. Já o Morgan Stanley reforçou a expectativa de novos cortes na Selic e aumentou a aposta em renda fixa brasileira.
No cenário corporativo, a Stellantis reportou alta de 10% nas entregas globais de veículos no segundo trimestre, totalizando cerca de 1,6 milhão de unidades, impulsionada pelo mercado norte-americano.
Com informações de InfoMoney

