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Trump anuncia cobrança de aliados por proteção no Estreito de Ormuz; Irã reage e ameaça retaliação

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira, 13 de julho de 2026, que Washington passará a receber pagamentos de países aliados para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, passagem essencial para o transporte mundial de petróleo.

Em entrevista à emissora Fox News, Trump afirmou que as forças norte-americanas estão “assumindo o controle” da via marítima e destacou que o custo da operação será coberto por nações que dependem da rota energética. “Vamos receber dinheiro para protegê-la. Muito dinheiro. Tudo o que queremos é ser reembolsados por colocar nosso povo em perigo”, ressaltou.

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O republicano acrescentou que o Irã estaria militarmente enfraquecido e criticou o andamento das negociações com Teerã, acusando o governo iraniano de recuar em pontos acordados durante uma conversa de 11 horas. Detalhes sobre essas mudanças não foram apresentados.

Teerã promete impedir presença americana

Horas após as declarações, o porta-voz do quartel-general Khatam al-Anbiya, das Forças Armadas iranianas, afirmou pela televisão estatal que o país “em hipótese alguma permitirá” interferência dos Estados Unidos na gestão do Estreito de Ormuz. O militar advertiu ainda que qualquer nação do Golfo que cooperar com Washington será tratada como participante do conflito. “Qualquer cooperação com os Estados Unidos será considerada um ato de guerra”, disse.

Apesar do tom contundente, autoridades iranianas informaram que mantêm conversas com mediadores do Catar, de Omã e do Paquistão para tentar conter a escalada de tensão com os Estados Unidos.

Ponto estratégico para o mercado de energia

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra parcela significativa das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito. Interrupções no tráfego costumam impactar rapidamente os preços da energia e ampliar a volatilidade nos mercados internacionais.

A troca de ameaças ocorre enquanto ataques aéreos dos Estados Unidos contra alvos iranianos chegam ao segundo dia, e Teerã amplia investidas contra bases norte-americanas na região, aumentando o risco de um confronto direto de maiores proporções.

Com informações de Exame

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