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Apple leva OpenAI aos tribunais por suposto roubo de segredos de hardware

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Cupertino (EUA) – A Apple confirmou, na sexta-feira, 10 de julho de 2026, a abertura de um processo contra a OpenAI, controladora do ChatGPT, por alegado roubo de segredos comerciais relacionados a componentes de hardware da fabricante do iPhone.

Parceria transforma-se em disputa

Segundo a ação, a OpenAI teria recorrido a ex-funcionários da Apple para obter informações confidenciais que estariam sendo usadas na criação de um dispositivo de inteligência artificial sem tela, considerado potencial sucessor do smartphone. A OpenAI nega qualquer irregularidade.

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A disputa ocorre dois anos após o início de uma colaboração entre as empresas: desde 2024, o ChatGPT vem integrado ao iOS, e o presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, chegou a visitar a sede da Apple para anunciar a parceria. O relacionamento estremeceu em 2025, quando a OpenAI desembolsou US$ 6,4 bilhões para comprar a startup de design do ex-chefe de criação da Apple, Jony Ive, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de seu próprio hardware.

Eco da “guerra termonuclear” de Jobs

O novo litígio faz lembrar a batalha movida por Steve Jobs contra o Google há mais de 15 anos. Em 2010, irritado com recursos do Android que considerava copiados do iOS, Jobs prometeu uma “guerra termonuclear” e afirmou que gastaria “cada centavo dos US$ 40 bilhões” que a Apple possuía em caixa para “destruir o Android”. A ofensiva judicial terminou em maio de 2014, já sob comando de Tim Cook, com o arquivamento mútuo dos processos entre Apple e Google, sem indenizações nem licenciamento de tecnologia.

Últimos movimentos de Tim Cook

O processo contra a OpenAI tende a ser um dos derradeiros grandes atos de Cook antes de sua saída do cargo de diretor-executivo, prevista para ocorrer após mais de uma década à frente da companhia. Enquanto Jobs travou sua batalha para proteger o iPhone no auge do produto, Cook se vê diante da missão de defender a empresa de uma possível nova plataforma capaz de tornar o smartphone obsoleto.

Até o momento, não há data marcada para a primeira audiência, e ambas as empresas afirmam que continuarão apresentando seus argumentos perante a Justiça norte-americana.

Com informações de Exame

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