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Calor extremo provoca mil mortes em três dias na França, informa governo

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Cerca de 1 000 mortes a mais que o normal foram registradas na França entre 24 e 26 de junho, durante a onda de calor que atinge a Europa, anunciou o Ministério da Saúde francês neste domingo (28/6).

Escalada de óbitos

Os dados preliminares, baseados em atestados de óbito eletrônicos, apontam 1,2 mil mortes por todas as causas em 24 de junho, 1,4 mil em 25 de junho e outras 1,4 mil em 26 de junho. Em abril e maio, a média diária variava de 900 a 1 000 registros.

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Segundo a pasta, 85% das vítimas tinham 65 anos ou mais. O aumento de mortes foi observado em hospitais, casas de repouso e residências; neste último caso, o salto chegou a 40%.

Regiões mais afetadas

Os maiores excessos de mortalidade concentram-se nas áreas sob alerta vermelho: Île-de-France, Nouvelle-Aquitaine, Bretanha, Centro-Vale do Loire, Normandia e País do Loire.

Recordes de temperatura

A terça-feira, 23 de junho, tornou-se o dia mais quente já medido no país desde 1947, com 44,3 °C em Pissos. O valor superou o recorde nacional estabelecido em 2003.

Números ainda provisórios

O governo ressalta que os registros eletrônicos cobrem cerca de 60% das mortes no território francês, deixando especialmente os óbitos domiciliares fora do alcance imediato das estatísticas.

Impactos e reações

A temperatura começou a ceder neste domingo, após vários dias acima dos 40 °C em diferentes regiões. A Parada LGBTQ+ de Paris, que ocorreria no sábado, foi adiada devido ao calor.

Para o secretário-geral da ONU para o clima, Simon Stiell, a intensidade da onda de calor está ligada à crise climática, agravada por construções e infraestrutura pouco adaptadas a temperaturas extremas. Já Samantha Burgess, vice-diretora do Serviço de Mudança Climática Copernicus da União Europeia, atribui o fenômeno a uma cúpula de calor formada por ar vindo do norte da África preso sob um sistema de alta pressão, situação que tende a se intensificar com o aquecimento global.

Com informações de Metrópoles

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