A associação entre barba e falta de higiene carece de comprovação científica, indicam levantamentos citados por pesquisadores entrevistados pelo jornal britânico The Guardian. Análises laboratoriais e revisões históricas mostram que a presença de microrganismos está ligada principalmente aos hábitos de limpeza, e não à existência de pelos faciais.
Percepção social x evidência científica
Segundo John Tregoning, professor de imunologia de vacinas do Imperial College London, a discussão é mais visual do que biológica. “Qualquer parte do corpo pode abrigar bactérias, com ou sem pelos”, afirma o especialista. Ele ressalta que esse fato só se torna relevante em situações específicas, como feridas abertas.
Primeiro estudo data de 1967
Um dos primeiros trabalhos sobre o tema, publicado em 1967, comparou rostos lavados e não lavados, com e sem barba. O grupo com maior contaminação foi o de homens sem barba que não haviam lavado o rosto, reforçando a influência da higiene, não dos pelos.
Ambiente hospitalar traz resultados variados
Pesquisas mais recentes concentraram-se em profissionais de saúde, especialmente cirurgiões. Parte dos estudos detectou retenção de microrganismos nos pelos faciais; outras análises, porém, não observaram diferença significativa quando máscaras eram usadas corretamente durante procedimentos.
Higiene continua sendo o ponto central
A maioria dos especialistas consultados conclui que relacionar automaticamente barba a sujeira é exagero. A presença de bactérias é comum em toda a pele humana, e práticas de limpeza adequadas são decisivas para reduzir riscos de infecção, principalmente em ambientes clínicos.
Com informações de Olhar Digital

