Washington (EUA) — Forças norte-americanas realizaram, na madrugada deste sábado (27/6), uma nova rodada de bombardeios a instalações militares iranianas situadas nos arredores do Estreito de Ormuz. De acordo com nota divulgada pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), a operação foi autorizada pelo presidente Donald Trump e busca responder “à contínua agressão iraniana”.
Os ataques, conduzidos por aeronaves de combate, tiveram como foco centros de vigilância, sistemas de comunicação, defesas antiaéreas, depósitos de drones e estruturas usadas para colocação de minas navais, informou o Centcom.
Cessar-fogo rompido
Segundo as Forças Armadas dos EUA, o Irã utilizou um drone para atingir um navio comercial na quinta-feira (25/6). O episódio teria violado o cessar-fogo firmado em 7 de abril e reforçado, em 17 de junho, por um memorando de 14 pontos que previa, entre outros itens, a reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego internacional.
Na sexta-feira (26/6), os Estados Unidos já haviam atacado posições iranianas na mesma região. Poucas horas depois, Teerã retaliou contra o navio-tanque M/T Kiku, atingido às 4h30 (horário da Costa Leste dos EUA) deste sábado. A embarcação, que navega sob bandeira do Panamá, transportava mais de 2 milhões de barris de petróleo cru.
“Após nossos ataques de ontem em resposta ao ataque iraniano ao M/V Ever Lovely, o Irã teve a chance de respeitar o acordo de cessar-fogo, mas decidiu lançar um drone que atingiu o M/T Kiku”, declarou o Centcom.
Detalhes do memorando de 17 de junho
O documento que sustentava a trégua prevê:
- Interrupção das operações militares;
- Respeito à soberania de ambos os países;
- Prazo para um acordo definitivo;
- Retirada do bloqueio naval;
- Reabertura do Estreito de Ormuz;
- Plano de reconstrução econômica;
- Suspensão gradual de sanções;
- Compromissos nucleares;
- Manutenção do status quo regional;
- Continuidade das exportações de petróleo;
- Liberação de ativos congelados;
- Mecanismo internacional de monitoramento;
- Início de negociações finais;
- Aval da Organização das Nações Unidas.
Incidentes consecutivos
A agência britânica de segurança marítima UKMTO relatou que, também na quinta-feira (25/6), um navio com bandeira de Singapura foi atingido por um projétil não identificado a cerca de 14 quilômetros do porto de Duqm, em Omã. Não houve registro de vítimas.
O novo ciclo de ataques levou a Organização Marítima Internacional (OMI) a suspender temporariamente o plano de evacuação de aproximadamente 11 mil marinheiros retidos no Estreito de Ormuz desde o início do conflito, no fim de fevereiro.
Apesar da escalada, o Centcom afirmou que o trânsito de embarcações comerciais na região permanece aberto e que as forças norte-americanas “seguem vigilantes, letais e prontas”.
Com informações de Metrópoles

